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Após revés em São Paulo, Marina marca posição em Minas

Marcelo Portela e Suzana Inhesta - O Estado de S. Paulo

09 Junho 2014 | 21h 14

Vice na chapa de Campos vai a Belo Horizonte para dar apoio a ambientalista na disputa interna do PSB do Estado

Pré-candidata à vice na chapa presidencial de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva disse nesta segunda-feira, 9, que o partido “vai ter candidatura própria” em Minas. A ex-ministra aproveitou para declarar apoio a um aliado seu no Estado, o ambientalista Apolo Heringer.

Marina tenta marcar posição na seara mineira após praticamente perder a queda de braço travada na aliança de Campos em São Paulo. A ex-ministra queria candidatura própria. O PSB estadual, porém, aprovou resolução indicando apoio ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputará a reeleição. Marina classificou o acordo paulista como “equívoco”.

Nos bastidores, Marina não quer que o PSB se associe aos tucanos sob o argumento de que tais alianças prejudicam o discurso de “nova política” adotado por ela e pelo parceiro de chapa.

Debate. O outro pré-candidato do PSB em Minas é o deputado Júlio Delgado, preferido de Campos e antigo aliado do pré-candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves. “O PSB está discutindo uma candidatura própria e vai fazer convenção para ter candidatura própria. A decisão de quem vai ser o candidato vai ser fruto desse debate”, disse ontem a ex-ministra durante evento em Belo Horizonte.

Inicialmente, a ideia do PSB mineiro era apoiar Pimenta da Veiga (PSDB). O partido, porém, trabalha agora com a candidatura própria. A disputa, portanto, está na definição de qual será o nome do candidato.

Apesar da posição sobre qual é seu candidato preferido, Marina evitou confronto direto com Júlio Delgado. Ao lado da ex-ministra no evento de ontem, Heringer adotou tom diferente, dizendo que Delgado, que é presidente do PSB mineiro, quer mesmo é ser “reeleito deputado federal” e que só deve disputar a convenção do partido, marcada para o próximo dia 21, porque está sendo pressionado pelo PSDB.

Histórico. O PSB apoia os tucanos no Estado desde 2002, quando Aécio foi eleito para seu primeiro mandato como governador, e ainda tem cargos no Executivo. “O PSDB faz pressão para não emplacar meu nome. Acho, no fundo do coração, que o Júlio não gostaria de ser candidato a governador”, disse Heringer. 

“Há uma boataria enorme, e não é boataria vã, de que está tendo muita dificuldade do PSB se descolar do PSDB. Essa dor do parto é grande demais. Não sei se valeria aí uma cesariana”, completou o ambientalista, acrescentando ainda que Júlio Delgado não terá a mesma “energia” na disputa pelo governo.” Delgado não quis dar entrevistas ontem.