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Após ida ao Congresso, ministros aconselham Dilma a manter diálogo com parlamentares

- Atualizado: 03 Fevereiro 2016 | 17h 47

Presidente tem sido aconselhada por seus auxiliares a dar mais atenção aos partidos da base aliada

BRASÍLIA - O núcleo duro do Palácio do Planalto avaliou como positiva a ida da presidente Dilma Rousseff ao Congresso e está apostando no diálogo constante entre a petista e os parlamentares como caminho para reverter a crise política. A presidente tem sido aconselhada por seus auxiliares a dar mais atenção aos partidos da base aliada.

Dilma faz discurso ao lado de Renan Calheiros e Eduardo Cunha
Dilma faz discurso ao lado de Renan Calheiros e Eduardo Cunha

A sugestão é que ela não ignore o canal que foi aberto na última terça-feira, quando foi pessoalmente ao plenário da Câmara ler a mensagem do Executivo ao Legislativo.

Uma das ideias é que ela ligue pessoalmente para todos os deputados e senadores que forem escolhidos como líderes de bancadas.

Dilma também deve participar, depois do Carnaval, de uma reunião com os líderes dos partidos da base das duas Casas. Esses encontros costumam ocorrer apenas com a presença do ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini. "Dilma vai começar a mostrar que está disposta a dialogar e a receber sugestões", garante o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner.

Avessa às questões do dia a dia da política, a petista tem tentado dar mais atenção aos partidos aliados desde a abertura do processo de impeachment, em dezembro. A decisão de ir pessoalmente participar da abertura do ano Legislativo foi um gesto nesse sentido. Nos últimos anos, ela havia mandado o ministro da Casa Civil representá-la na cerimônia.

Em outra frente, a presidente também reativou o chamado Conselhão, órgão que reúne empresários, sindicalistas e integrantes da sociedade civil e que terá como objetivo discutir medidas para enfrentar a crise econômica.

Tanto aos parlamentares quanto durante a reunião com os conselheiros, Dilma pediu ajuda para aprovar temas polêmicos, como a volta da CPMF e a reforma da Previdência. Ela, porém, afirmou que estava aberta ao diálogo e reforçou que estava disposta a trabalhar em parceria com o Congresso e a sociedade para fazer o País voltar a crescer.

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