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Após desistência de Argello, Renan ironiza nome da oposição para TCU

DÉBORA ÁLVARES - Agência Estado

10 Abril 2014 | 12h 41

Presidente do Senado lembrou que o PSB indicou a mãe de Eduardo Campos para a Corte de Contas em 2011; desta vez, partido sugeriu nome de consultor do Senado.

Brasília - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ironizou nesta quinta-feira, 10, a movimentação, liderada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), para indicar um consultor da Casa a uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). "Foi um avanço do Rodrigo, porque da outra vez, ele indicou o nome da mãe do Eduardo Campos", afirmou Renan, referindo-se à articulação do PSB na indicação, em 2011, de Ana Arraes, mãe do agora pré-candidato à Presidência da República do PSB.

A manifestação de Renan ocorre após o nome de sua preferência, e que contava com total simpatia do Palácio do Planalto, o senador Gim Argello (PTB-DF), ter desistido de disputar a indicação. Gim foi alvo de intensas críticas nos últimos dias, mas chegou ao limite após manifestação pública do presidente do TCU, Augusto Nardes. Por meio de nota, o ministro pediu a "observância dos requisitos constitucionais previstos para a posse de qualquer cidadão que venha a ser membro da Corte".

Gim é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

A presidente Dilma Rousseff acabou avalizando o nome de Gim como forma de manter a fidelidade do PTB. A manutenção do apoio é necessária não apenas para garantir a Dilma minutos a mais nas propagandas eleitorais, como para tentar segurar reações contrárias ao governo em um momento de tensão no Congresso com a possibilidade da instalação da CPI da Petrobrás.

Antes da desistência de Gim, em reação, líderes da oposição apresentaram um nome alternativo. Eles indicaram Fernando Moutinho, ex-auditor do TCU entre 1995 e 2006, economista pós-graduado em Auditoria e Ciência Política. A opção será debatida em reunião do PMDB na próxima terça-feira, 15. O líder do partido no Senado, Eunício Oliveira (CE), já adiantou que não conhece Moutinho, mas acha que o momento não é adequado para outra indicação política ao órgão. "O momento está muito atritado. Vou defender um nome técnico", afirmou o senador.