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Política

Luiz Inácio Lula da Silva

Dilma visita Lula em São Bernardo

Presidente foi bastante festejada pelos manifestantes que fazem vigília em frente ao local; antes de sair, ela desceu até o hall de entrada do prédio e acenou aos presentes

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Isadora Peron e Mário Braga,
O Estado de S. Paulo

05 Março 2016 | 10h47

Uma hora depois de chegar ao apartamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma visita, a presidente Dilma Rousseff deixou o local sem falar com a imprensa ou com os manifestantes que se encontravam ali. Minutos antes, no entanto, ela desceu até o hall de entrada do prédio e acenou para as dezenas de pessoas que se encontravam em frente ao imóvel do ex-presidente em uma vigília iniciada às 9 horas. O ministro Jaques Wagner acompanhou a presidente na visita.

Diferentemente de Lula, que saiu à rua e abraçou os simpatizantes, Dilma apenas abriu o portão de entrada e acenou para as pessoas presentes no local. A presidente foi recebida com gritos de "não vai ter golpe".

O deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho, afirmou que o encontro entre Dilma e Lula foi bom. "Eles falaram sobre o abuso cometido ontem pelo juiz Sérgio Moro", relatou o deputado, referindo-se à condução coercitiva do ex-presidente nessa sexta-feira, 4, durante a 24ª fase da Operação Lava Jato. Segundo o parlamentar petista, "a ação comprova um conluio entre Moro, PSDB e as elites que não querem Lula no poder".

Dilma Rousseff chegou por volta de 13h30 deste sábado, 5, ao prédio onde mora o ex-presidente. Ao chegar ao local, Dilma abaixou o vidro do carro e acenou para os simpatizantes em vigília em frente à residência do ex-presidente.

Na sexta-feira, Dilma fez uma defesa enfática do ex-presidente, que foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. Além de soltar uma nota de apoio, ela fez um pronunciamento em defesa de Lula e afirmou estar “indignada” com ação da Polícia Federal. Após a visita a Lula, Dilma segue para Porto Alegre, onde passa o fim de semana com a família. Na segunda-feira, ela tem uma agenda pela manhã na cidade gaúcha de Caxias do Sul.

Mais cedo, dezenas de pessoas se reuniram em frente ao prédio onde mora o ex-presidente. Muitos vestidos de vermelho e empunhando faixas e cartazes em defesa da democracia e em apoio a Lula.

Segundo Rafael Marques, presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC e um dos organizadores do ato, a intenção "é fazer ações positivas pelo Brasil, pelo presidente Lula e não contra ninguém". De acordo com ele, não há previsão de quanto tempo a vigília durará.

A Polícia Militar fechou, às 9h da manhã, uma das vias da avenida Francisco Prestes Maia, em frente ao prédio onde Lula mora, para evitar acidentes e garantir a segurança de quem participa da manifestação. Segundo a PM, cerca de 150 pessoas já estão no local.

A deputada estadual Ana do Carmo (PT-SP), que participa da vigília, afirmou que "esse é o pior Congresso que temos". "Não estão deixando a Dilma governar e são responsáveis pelo que está acontecendo", afirmou em referência à crise e às dificuldades de aprovação de medidas de interesse do governo no legislativo. Ela também defendeu a apuração de irregularidades pela Polícia Federal. "Mas isso está sendo conduzido de forma equivocada e não vamos aceitar.

A petista afirmou ainda que a oposição não aceitou até hoje a derrota nas eleições de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff foi reeleita. "A oposição não aceita os avanços sociais dos governos petistas e trava uma briga de classes", disse.

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