1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Dilma visita Lula em São Bernardo

- Atualizado: 05 Março 2016 | 16h 03

Presidente foi bastante festejada pelos manifestantes que fazem vigília em frente ao local; antes de sair, ela desceu até o hall de entrada do prédio e acenou aos presentes

Uma hora depois de chegar ao apartamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma visita, a presidente Dilma Rousseff deixou o local sem falar com a imprensa ou com os manifestantes que se encontravam ali. Minutos antes, no entanto, ela desceu até o hall de entrada do prédio e acenou para as dezenas de pessoas que se encontravam em frente ao imóvel do ex-presidente em uma vigília iniciada às 9 horas. O ministro Jaques Wagner acompanhou a presidente na visita.

Diferentemente de Lula, que saiu à rua e abraçou os simpatizantes, Dilma apenas abriu o portão de entrada e acenou para as pessoas presentes no local. A presidente foi recebida com gritos de "não vai ter golpe".

Dilma se encontrou com Lula no apartamento do ex-presidente

Dilma se encontrou com Lula no apartamento do ex-presidente

O deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP), o Vicentinho, afirmou que o encontro entre Dilma e Lula foi bom. "Eles falaram sobre o abuso cometido ontem pelo juiz Sérgio Moro", relatou o deputado, referindo-se à condução coercitiva do ex-presidente nessa sexta-feira, 4, durante a 24ª fase da Operação Lava Jato. Segundo o parlamentar petista, "a ação comprova um conluio entre Moro, PSDB e as elites que não querem Lula no poder".

Dilma Rousseff chegou por volta de 13h30 deste sábado, 5, ao prédio onde mora o ex-presidente. Ao chegar ao local, Dilma abaixou o vidro do carro e acenou para os simpatizantes em vigília em frente à residência do ex-presidente.

Na sexta-feira, Dilma fez uma defesa enfática do ex-presidente, que foi alvo da 24ª fase da Operação Lava Jato. Além de soltar uma nota de apoio, ela fez um pronunciamento em defesa de Lula e afirmou estar “indignada” com ação da Polícia Federal. Após a visita a Lula, Dilma segue para Porto Alegre, onde passa o fim de semana com a família. Na segunda-feira, ela tem uma agenda pela manhã na cidade gaúcha de Caxias do Sul.

Mais cedo, dezenas de pessoas se reuniram em frente ao prédio onde mora o ex-presidente. Muitos vestidos de vermelho e empunhando faixas e cartazes em defesa da democracia e em apoio a Lula.

Manifestantes 'tomaram' a rua em que mora o ex-presidente Lula

Manifestantes 'tomaram' a rua em que mora o ex-presidente Lula

Segundo Rafael Marques, presidente do sindicato dos metalúrgicos do ABC e um dos organizadores do ato, a intenção "é fazer ações positivas pelo Brasil, pelo presidente Lula e não contra ninguém". De acordo com ele, não há previsão de quanto tempo a vigília durará.

A Polícia Militar fechou, às 9h da manhã, uma das vias da avenida Francisco Prestes Maia, em frente ao prédio onde Lula mora, para evitar acidentes e garantir a segurança de quem participa da manifestação. Segundo a PM, cerca de 150 pessoas já estão no local.

A deputada estadual Ana do Carmo (PT-SP), que participa da vigília, afirmou que "esse é o pior Congresso que temos". "Não estão deixando a Dilma governar e são responsáveis pelo que está acontecendo", afirmou em referência à crise e às dificuldades de aprovação de medidas de interesse do governo no legislativo. Ela também defendeu a apuração de irregularidades pela Polícia Federal. "Mas isso está sendo conduzido de forma equivocada e não vamos aceitar.

Veja as principais frases de Lula em coletiva no Diretório Municipal do PT
Gabriela Biló/Estadão
Operação Lava Jato

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagaram nessa sexta-feira, 4 de março, a 24ª fase da Operação Lava Jato. Mandados foram cumpridos em endereços do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do seu filho, Fabio Luiz Lula da Silva, e no Instituto Lula

A petista afirmou ainda que a oposição não aceitou até hoje a derrota nas eleições de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff foi reeleita. "A oposição não aceita os avanços sociais dos governos petistas e trava uma briga de classes", disse.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em PolíticaX