Aos 75, morre jornalista D?Alembert Jaccoud

Morreu no último domingo em Brasília o jornalista e advogado D´Alembert Jaccoud, vítima de um câncer contra o qual lutava havia quatro anos. Jaccoud nasceu em Burarama (ES) e completaria 75 anos no próximo dia 4. Em Brasília, trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil, foi chefe da sucursal da revista Veja e encerrou a carreira de jornalista na revista Visão. Jaccoud chegou a ser preso durante o período da ditadura militar e, posteriormente, abandonou o jornalismo para estudar Direito. Como advogado, abriu um escritório em parceria com Nabor Bulhões, advogado que hoje defende a Itália no processo de extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti. Dedicou-se especialmente ao Direito Penal e à defesa de presos políticos durante a ditadura militar. Há aproximadamente quatro anos, D?Alembert Jaccoud descobriu um câncer no intestino num exame de rotina. Submeteu-se a uma cirurgia e depois a sessões de quimioterapia para evitar a volta da doença. Posteriormente, os médicos descobriram um novo nódulo no fígado. Novamente, foi operado e fez tratamento quimioterápico. No último exame, um nódulo no pulmão foi descoberto. Mais uma operação e novas sessões de quimioterapia. Debilitado pelas cirurgias e pelo tratamento contra o câncer, ele havia se afastado das atividades profissionais. No domingo, D?Alembert Jaccoud estava em casa, ao lado da mulher e das filhas, quando morreu. "Ele faleceu sereno, como sereno viveu sua vida", comentou seu sócio desde 1993, Nabor Bulhões. O corpo do jornalista e advogado foi embalsamado e levado para a cidade de Alegre, próximo a Cachoeiro do Itapemirim (ES). Jaccoud foi enterrado na fazenda da família.

Felipe Recondo, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

27 Maio 2009 | 00h00

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