'Angústia com cenário político é generalizada', diz Flávio Rocha

Presidente da Riachuelo palestrou em São Paulo para defender o projeto 'Brasil 200'

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 18h33

O presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, afirmou que há hoje uma "angústia generalizada" com o cenário político que se desenha para as eleições presidenciais deste ano. O executivo palestrou em São Paulo para defender o projeto "Brasil 200", movimento que reúne empresários que pedem uma agenda de liberalismo político e conservadorismo nos costumes.

O manifesto do "Brasil 200" foi lançado em janeiro durante evento que reúne profissionais do varejo em Nova York. Embora o movimento tenha agregado sobretudo empresários, Rocha argumentou que o apoio às ideias é amplo. Ele mencionou que há mais de 140 mil seguidores do "Brasil 200" em redes sociais (a página do movimento no Facebook já foi curtida por 136 mil pessoas em cerca de duas semanas desde sua criação).

Rocha ainda explicou o que levou o grupo a lançar o movimento fora do Brasil. "Realmente, não faria sentido começar um movimento de inspiração política em Nova York, mas a angústia era tão grande que a coisa ficou incontrolável", disse.

O executivo considerou que não há hoje no cenário eleitoral um projeto que se apresente como liberal na economia e conservador nos costumes. Para ele, a maioria dos projetos mais à direita seguem "um modelo óbvio" e se aproximam da esquerda em temas relacionados aos costumes. O empresário citou ainda o deputado Jair Bolsonaro, avaliando que a candidatura dele à presidência acata demandas mais conservadoras nos costumes, mas traz "ideias estatizantes".

O presidente da Riachuelo afirmou ainda que a geração de riquezas no Brasil é impedida pela existência de "um Estado balofo, obeso e gastador". Para ele, cabe aos empresários serem os "guardiões" da competitividade brasileira e cobrarem que a classe política contemple as demandas por uma redução do papel do Estado na economia.

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