Anastasia anuncia nomes de todo 1º escalão e estatais

O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), anunciou hoje os nomes de todo o primeiro escalão do governo e das principais estatais mineiras que assumirão a partir de janeiro. A maior parte do secretariado é composta por políticos aliados que deram sustentação à candidatura do tucano. O governador também anunciou a criação de duas novas secretarias e três extraordinárias.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

29 Dezembro 2010 | 18h08

Dos 20 nomeados para as secretarias efetivas, dez são deputados federais ou estaduais: Elmiro Nascimento (DEM) para Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Narcio Rodrigues (PSDB) para Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Lafayette Andrada (PSDB) na Defesa Social; Gil Pereira (PP) para Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte; e Bilac Pinto (PR) no Desenvolvimento Regional e Política Urbana.

Além deles: Wander Borges (PSB) no Desenvolvimento Social; Bráulio Braz (PTB) para Esporte e Juventude; Carlos Pimenta (PDT) em Trabalho e Emprego; Carlos Melles (DEM) para Transporte e Obras Públicas; e Agostinho Patrus Filho (PV) no Turismo.

Com as nomeações dos deputados, candidatos que não foram aprovados nas urnas pelos eleitores ganham espaço no parlamento. O caso mais emblemático é o do ex-deputado federal Edmar Moreira. Ele ganhou notoriedade pelo escândalo do castelo que mantém em Minas, e deixou o DEM e o cargo de corregedor da Câmara após suspeita de sonegação fiscal por não ter declarado a propriedade, avaliada em mais de R$ 20 milhões.

Moreira não foi eleito, mas ficou como primeiro suplente pelo PR. Com o entendimento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de que as vagas de deputados licenciados pertencem aos partidos, a nomeação do deputado federal reeleito Bilac Pinto abre espaço para que Moreira retorne ao Congresso.

Critério político

Apesar de parlamentares de partidos aliados responderem por metade do secretariado, Anastasia negou que o critério político tenha sido determinante na escolha dos nomes.

"Para composição de uma equipe de governo, existem diversos critérios. O primeiro é sempre o da competência. Conversamos com todos os partidos que nos apoiaram, acredito que todos tenham a sua contemplação, mas as negociações políticas são permanentes. Nossa primazia é atender às determinações do Plano de Governo e cumprir as nossas metas", disse.

Mas Anastasia lembrou que todo secretário de Estado, "pela definição da nossa Constituição, é um cargo político". "O secretariado tem uma composição naturalmente mista, de pessoas de origem parlamentar e aquelas que não são parlamentares. Sempre achei muito artificial essa distinção", declarou.

E ressaltou que espera manter boa relação com o PMDB, que deixou o bloco de oposição na Assembleia Legislativa, mas teve o senador Hélio Costa na disputa pelo governo e não ganhou nenhum cargo. "Naturalmente contemplamos os partidos que nos apoiam. Em referência ao PMDB, com quem tenho boas relações, nós vamos continuar conversando, porque a questão política nunca é estática. Ela é sempre dinâmica, sempre evolui", afirmou.

Mais nomeações

Além dos parlamentares, o governador anunciou também os nomes de Maria Coeli Simões para a Casa Civil e Relações Institucionais; Eliane Parreiras para Cultura; Ana Lúcia Gazzola para Educação; Adriano Magalhães para Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e a ex-ministra Dorothea Werneck para Desenvolvimento Econômico.

Foram mantidos os secretários de Saúde, Antônio Jorge Souza Marques; de Fazenda, Leonardo Colombini; de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena; e de governo, Danilo de Castro.

Anastasia nomeou ainda os secretários extraordinários da Copa do Mundo, Sérgio Barroso; de Regularização Fundiária, Manoel Costa; e de Gestão Metropolitana, o deputado federal Alexandre Silveira (PPS).

Também confirmou nomes que ficarão à frente de estatais, como o de Djalma Morais na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e de Ricardo Simões na Companhia de Abastecimento de Minas Gerais (Copasa), além de órgãos de segundo escalão, como o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), para o qual indicou Andrea Neves, irmã do senador eleito e principal padrinho político de Anastasia, Aécio Neves (PSDB).

Aumento da máquina

O governador negou que as alterações anunciadas - criação de novas secretarias e a transformação mudança na estrutura - represente aumento da máquina administrativa. "Não teremos aumento porque as secretarias criadas decorrem de desdobramentos da atual estrutura. Mas é bom lembrar que nós passamos a ter no Estado algumas novas necessidades", concluiu.

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