ANÁLISE: Difícil prever o tom do mapa antes dividido em vermelho e azul

Se no passado era quase impossível pintar o mapa eleitoral de uma cor que não fosse o vermelho petista ou o azul tucano, o quadro agora é outro

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2018 | 05h00

De 2006 a 2014, um padrão geográfico marcou as eleições presidenciais: o PT ganhava nas regiões Norte e Nordeste, além da parte mineira e fluminense do Sudeste, enquanto o PSDB conquistava São Paulo, os três Estados do Sul e os polos do agronegócio na fronteira oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

++ Votos do Centro-Oeste e do Note vão superar os do Sul 

Quase nada indica que esse padrão vá se manter na votação de outubro. As pesquisas mostram que o PT continua muito forte no Norte-Nordeste, mas apenas se o candidato apresentado aos entrevistados é Luiz Inácio Lula da Silva, cujas chances de concorrer são remotas, dada sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – confirmada pela segunda instância da Justiça Federal, o que pode tornar o ex-presidente inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.

No PSDB, o provável candidato Geraldo Alckmin não lidera nem em seu principal reduto – o governador paulista está atrás de Lula e do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na região Sudeste.

Se no passado era quase impossível pintar o mapa eleitoral de uma cor que não fosse o vermelho petista ou o azul tucano, o quadro agora é outro. Por isso – e porque outros candidatos podem pintar por aí –, o tom dominante na disputa pelo Palácio do Planalto é quase impossível de se prever. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.