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Eleições 2014

Análise: ‘Centrão’ garante poder, qualquer que seja o governo

Caio Junqueira

20 Fevereiro 2014 | 21h 11

A retomada das articulações para compor um novo centrão na Câmara dos Deputados explicita a luta pela sobrevivência política do grupo nas eleições de outubro, antecipa a disputa pelo comando da Casa na próxima legislatura e demonstra a possibilidade de composição de uma maioria parlamentar para o próximo presidente, seja quem for.

O sinal mais evidente disso é que PMDB e PP, líderes do movimento, tramam contra o governo no Legislativo ao mesmo tempo em que avançam nas negociações dos palanques regionais com o PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos, os dois mais fortes adversários de Dilma Rousseff. As duas siglas também ajudaram a compor o eixo de sustentação de todos os presidentes da República desde a redemocratização. Ou seja, o fato de hoje integrarem a base de Dilma não os impede de desempenhar o mesmo papel a partir de 2015, vença a oposição ou a situação.

Nesse sentido, o bloco em formação na Câmara é o embrião do grupo com que o partido do próximo presidente terá de se sentar para negociar. Se for o PT de Dilma, a negociação começará pelo comando da Casa. Se for a oposição, a negociação transcenderá para a Esplanada e seu objeto serão os espaços nos ministérios em troca da governabilidade.

 

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