ANÁLISE: Apresentador se beneficia de maior exposição política

Luciano Huck é a grande novidade do Barômetro Político Estadão-Ipsos justamente no mês em que fez os movimentos mais explícitos até aqui para se lançar em uma candidatura em 2018

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 05h00

A grande novidade do Barômetro Político Estadão-Ipsos de novembro, ranking mensal da pesquisa Pulso Brasil do Ipsos, é o apresentador de TV Luciano Huck, que, justamente no mês em que fez os movimentos mais explícitos até aqui para se lançar em uma candidatura em 2018, viu seu índice de aprovação subir e a rejeição cair. 

Huck passou a ter a pressão medida pelo barômetro do Ipsos em junho, quando surgiram os rumores de uma possível postulação à Presidência. Então, tinha índices de aprovação (44%) e de rejeição (39%) bastante próximos, num indicativo de que o eleitorado não o tinha no radar. No levantamento concluído no dia 14 deste mês, os que o aprovam somaram 60%, contra 32% dos que o rejeitam.

O apresentador de TV se beneficia da maior exposição de seu projeto – passou a se reunir com políticos e líderes partidários, a frequentar reuniões de movimentos como o Agora! e a se cercar de formuladores de várias áreas – e de mais uma onda de insatisfação com os políticos.

No intervalo desde o último Pulso Brasil, a Câmara dos Deputados arquivou a segunda denúncia contra Michel Temer, o Senado revogou decisão do Supremo Tribunal Federal afastando Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato e a Assembleia do Rio liberou Jorge Picciani (PMDB) e outros dois deputados que haviam sido presos.

Não por acaso, Temer e Aécio lideram o ranking de rejeição: o presidente é reprovado por 95% dos entrevistados e aprovado por 4%. O mineiro e ex-presidenciável tucano tem 93% de desaprovação e só 5% de aprovação. Superaram em muito Lula e Dilma Rousseff. A presidente cassada tem índices estáveis desde que deixou o cargo. Já Lula experimenta melhora gradual. Depois de picos de rejeição em 2015 e 2016, o petista é rejeitado por 56% e aprovado por 43%. Em relação a agosto, quando tinha 66% de rejeição e 32% de aprovação, é uma melhora significativa, que coincide com a intensificação de sua campanha.

A pesquisa mostra ainda que, até aqui, o sucesso de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é maior nas redes sociais. No conjunto do eleitorado, o deputado tem 60% de rejeição e 24% de aprovação. 

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