TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Amoêdo diz que Novo precisa ser mais conhecido

Partido lança pré-candidatura do ex-banqueiro e fundador da sigla à Presidência em 2018

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2017 | 19h20

O Partido Novo lançou neste sábado a pré-candidatura do ex-banqueiro João Amoêdo para a disputa presidencial de 2018 em um ato com a presença de mais de mil filiados em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A avaliação dos líderes é que os desafios são tornar a legenda mais conhecida e aumentar a base partidária hoje formada principalmente por empresários, empreendedores e integrantes de grupos que foram às ruas para pedir o impeachment de Dilma Rousseff. “O nosso problema é o Novo ser mais conhecido”, disse Amoêdo no rápido discurso que encerrou o encontro.

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Criado em 2015 com o objetivo de renovar o cenário político brasileiro e defender valores do liberalismo econômico, o Novo é atualmente, segundo seus dirigentes, o partido com maior número de seguidores nas redes sociais, cerca de 1,5 milhão de pessoas, tem visto crescer o número de filiados e é uma das poucas legendas no Brasil que não enfrenta problemas financeiros.

Segundo o presidente do Novo, Moisés Jardim, em outubro o Novo chegou ao número de 15 mil filiados que pagam em média R$ 30 por mês. A arrecadação, segundo ele, é suficiente para cobrir os R$ 3 milhões de despesas anuais. Defensor do estado mínimo, o Novo tem depositado as parcelas nas quais tem direito do Fundo Partidário em um fundo de renda fixa do Banco do Brasil até encontrar uma forma legal de devolver o dinheiro aos cofres públicos –hoje inexistente. De acordo com Jardim, a conta tem mais de R$ 2,7 milhões.

Questionado sobre a ausência de mulheres e negros no evento, Jardim admitiu a homogeneidade da militância do Novo mas descartou a ideia de cotas raciais ou de gênero. “A gente não tem restrições nem cotas, a não ser a exigência legal de um número mínimo de candidatas mulheres, mas precisamos aumentar nossa base. Essa é a primeira tarefa”, afirmou.

Sobre a política de alianças que o partido pretende adotar no ano que vem, ele descartou apenas o PT, PSOL e PSTU, por divergências ideológicas, mas disse que o Novo vai ser seletivo na escolha de possíveis parceiros.

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Além de lançar a candidatura de Amoêdo, o Encontro Nacional do Novo também oficializou os nomes de Alexandre Guerra, Romeu Zema e Mateus Bandeira para concorrer aos governos do Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, respectivamente.

O ex-técnico de vôlei Bernardinho foi um dos mais aclamados no evento, mas evitou responder se vai aceitar o convite para disputar o governo do Rio de Janeiro. Segundo Bernardinho, a resposta deve ser dada até abril. O evento também serviu para o lançamento do mutirão on-line Desperta Já, que tem o objetivo de ampliar a base de voluntários do Novo.

O ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco, até pouco tempo atrás filiado ao PSDB, foi apresentado como presidente da fundação do Novo, que também vai funcionar sem verbas do Fundo Partidário.

Ao final do evento Amoêdo resumiu o objetivo do partido em 2018. “Não queremos salvador da pátria. Chega de fazer coo estamos fazendo hoje no Brasil que é procurar o candidato mais viável. O que a gente quer é a proposta mais viável para o Brasil”, disse ele. 

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