1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Alvaro Dias quer CPI mista da Petrobras no Congresso

RICARDO BRITO - Agência Estado

24 Março 2014 | 17h 25

O vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), defendeu nesta segunda-feira que a oposição tente dois caminhos para instalar no Congresso uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar denúncias de irregularidades que envolvem a Petrobras, entre elas a da compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006. O tucano sugere que, primeiro, os oposicionistas tentem emplacar uma CPI mista, composta por deputados e senadores. Se não tiver sucesso, tentem criar uma apenas no Senado.

Presidentes e líderes de partidos de oposição reúnem-se amanhã à tarde no gabinete da liderança do PSDB no Senado para decidir qual estratégia adotar diante das denúncias. A proposta de criar uma CPI ganhou novo impulso ontem, depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, convencido pelo pré-candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), mudou de posição e passou a defender a investigação parlamentar. "Desde já sugiro que tentemos duas vias: a da CPI mista ou a da CPI no Senado. Devemos redigir dois requerimentos e recolher duas assinaturas", propôs Alvaro Dias, em discurso da tribuna do Senado.

Para instalar uma CPI mista é preciso recolher assinaturas de, pelo menos, 171 deputados e 27 senadores. O vice-líder do PSDB é favorável a uma CPI mista, uma vez que ela seria instalada logo. A CPI exclusiva no Senado, por sua vez, precisaria apenas do apoio de no mínimo 27 senadores. Mas, nos bastidores, parlamentares acreditam que o governo conseguiria derrubar com maior facilidade a tentativa de instalar a CPI apenas no Senado.

Deputados também estudam apresentar um pedido de CPI apenas na Câmara, mas essa terceira via é a mais difícil. Atualmente existem 12 pedidos de instalação de CPI por deputados, mas para a CPI da Petrobras vingar, além de recolher as assinaturas dos deputados é preciso aprovar um requerimento para ela furar a fila.

Para Alvaro Dias, a saída na sexta-feira de Nestor Cerveró da diretoria da BR Distribuidora é a demissão de um "bagre para alimentar os tubarões". Foi ele o autor do resumo que a presidente Dilma Rousseff disse ter se embasado, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, para aprovar a compra da refinaria de Pasadena.

Dilma disse que o resumo era juridicamente falho e, se soubesse de todas as cláusulas do contrato, não teria aprovado a negociação. Em 2012, a estatal concluiu a compra da refinaria e pagou ao todo US$ 1,18 bilhão por Pasadena, que, sete anos antes, havia sido negociada por US$ 42,5 milhões.

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo