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Aliados e rivais põem Anastasia como candidato ao Senado

ALEX CAPELLA - Agência Estado

03 Abril 2014 | 19h 13

Apesar de oficialmente propagar que deixará o governo de Minas Gerais nesta sexta-feira, 4, para trabalhar na elaboração do plano de campanha do pré-candidato à Presidência pelo PSDB, o senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia é tido como nome certo para ocupar a vaga do Estado no Senado - tanto por aliados quanto por opositores. Com vantagem nas pesquisas, Anastasia entregará o governo ao vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP).

O PSDB mineiro deve anunciar a candidatura de Anastasia ao Senado em maio. Até lá, PT e PMDB terão de quebrar a cabeça para definir suas chapas que disputarão as eleições de outubro. As pesquisas indicam ampla vantagem de Anastasia frente a outros nomes. Por isso, até agora, poucos mostram convicção de enfrentá-lo. O empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente José Alencar (1931-2011), seria a opção pelo PMDB, mas depende da conclusão das conversas que envolvem, inclusive, o PSDB.

O presidente do PMDB mineiro, Antonio Andrade, que foi ministro da presidente Dilma Rousseff, alega que uma aliança com o PSDB é a última hipótese trabalhada pelo partido. Se depender dele, os peemedebistas manterão, no Estado, a aliança com o PT vista na esfera federal. "Hoje, o governador Anastasia é visto como nosso adversário. Não é o que defendo, mas uma aliança com o PSDB também não está descartada", diz. Da mesma forma, o presidente estadual do PSDB, deputado Marcus Pestana, também não descarta a possibilidade de acordo com o PMDB. Mas, segundo ele, os tucanos estão numa "situação confortável" em Minas. "O desenho da nossa chapa está pronto e nele está o governador Anastasia como candidato ao Senado. Contaremos com o apoio de 20 partidos. Agora, não vamos antecipar nada. Tudo ao seu tempo", ressaltou o tucano. Em 2006, Anastasia foi convidado a compor a chapa de Aécio Neves ao governo de Minas como vice-governador. Assumiu o Estado em março de 2010, quando Aécio deixou o cargo e foi reeleito.