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Aliado de Renan e Sarney é cotado para presidir CPI da Petrobrás

Débora Álvares e Daiene Cardoso - Agência Estado

24 Abril 2014 | 20h 03

João Alberto, do PMDB é amigo do presidente da Casa; governo terá, em princípio, 10 cadeiras na comissão

Brasília - Assim que a Mesa do Senado mandar instalar a CPI da Petrobrás e começar a correr o prazo para indicação dos nomes que comporão a investigação, o PMDB deve indicar o senador João Alberto (PMDB-MA) para presidir os trabalhos da comissão. Alberto é antigo aliado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do antecessor, José Sarney (PMDB-AP), do qual Alberto é amigo de longa data.

Como maior partido do Congresso, o PMDB tem essa prerrogativa. A segunda maior bancada, no caso o PT, ficará com a relatoria, ainda sem dono. As indicações estão sendo discutidas com a equipe do governo no Palácio do Planalto.

Obedecendo à proporcionalidade, o governo terá, em princípio, dez cadeiras para preencher com parlamentares afinados com o interesse do Planalto de amenizar os danos na CPI. Outro nome tido como certo nos corredores do Senado é do peemedebista Romero Jucá (RR), que também chegou a ser cotado para presidir os trabalhos, mas acabou contemplado com a relatoria do Orçamento da União de 2015, o que já deve lhe tomar tempo ao longo deste ano.

As possíveis dez vagas do governo ficarão divididas entre os blocos no Senado. Serão quatro para o de apoio ao governo, liderado pelo PT, outras quatro para o bloco da maioria, cujo líder é do PMDB, o senador Eunício Oliveira (CE), e outras duas do bloco União e Força, encabeçado por Gim Argello (PTB-DF), aliado do Planalto. Existe uma vaga de rodízio, que deve abrigar um senador de partido nanico, que poderia acabar nas mãos do PSOL, de Randolfe Rodrigues (AC).

Do lado da oposição, a quem caberá 3 das 13 vagas, o senador Álvaro Dias (PR) já é uma certeza. Com ampla experiência em CPIs, a expectativa é de que ele seja o responsável pela apresentação de requerimentos. Uma hipótese cogitada pelo partido é indicar o senador Mário Couto (PA), uma indicação "para fazer barulho", como definiu um membro da sigla. A outra cadeira de oposicionista deve ficar com o DEM. Nesse caso, é alta a possibilidade de indicação de José Agripino (RN). Como o senador já acumula as funções de presidente do partido e líder no Senado, pode ser que o indicado à vaga do DEM seja o senador Jayme Campos (MT).