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Aliado de Motta diz que estratégia de grupo de Picciani é 'piada' e 'factoide'

Para Lucio Vieira Lima, proposta de pedir que parlamentar desista da disputa soa como 'piada'

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Daniel Carvalho e Daiene Cardoso,
O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2016 | 12h06

BRASÍLIA - A proximidade da eleição do novo líder da bancada do PMDB na Câmara, na próxima quarta-feira, 17, acirrou os ânimos dos dois lados da disputa. Na manhã desta quinta-feira, 11, aliados de Hugo Motta (PB) reagiram com indignação à reportagem publicada pelo Estado, segundo a qual deputados do grupo de Leonardo Picciani (RJ) irão procurar o paraibano para propor uma "saída honrosa" que não desgaste o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), interessado em impedir a recondução do atual líder.

Contando com a derrota de Motta, aliados de Picciani querem procurá-lo na próxima semana para propor que ele desista da disputa para evitar que Cunha seja derrotado no momento em que tenta garantir sua permanência na presidência da Câmara e salvar seu mandato diante das investigações da Operação Lava Jato.

A ideia foi apresentada por Leonardo Quintão (MG), que destituiu Picciani no final do ano passado, o enfrentaria na disputa deste ano, mas resolveu apoiá-lo após a entrada de Hugo Motta.

"É piada. O grupo de Picciani quer ganhar a eleição no factoide. Jamais ele poderia escolher como emissário Leonardo Quintão, que falava mal dele. A saída de Quintão da disputa não foi honrosa, assim como a proposta para ele sair não deve ter sido honrosa. Vamos deixar de fazer campanha pelo jornal e vamos para o voto", disse o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), integrante da linha de frente da campanha de Hugo Motta, sem detalhar qual seria a tal "proposta" que, segundo ele, foi feita a Quintão.

Lúcio Vieira Lima pôs em dúvida o fato de o novo texto do Código de Mineração, relatado por Quintão, nunca ter ido à votação. "Em vez de ficar inventando factoide, devia dar explicação sobre por que ele foi afastado do relatório do Código de Mineração. Não sei por que razão ele ficou sentado em cima do relatório", disse o aliado de Motta.

Vieira Lima também acusou o governo de interferir na disputa citando, além da presidente Dilma Rousseff, aliados de Picciani como o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão (PMDB). "Ruim vai ficar para Paes, Pezão e Dilma, um governo todo se metendo e perder", afirmou.

Resposta. Na avaliação de Quintão, ele foi afastado da relatoria do Código de Mineração em retaliação à declaração de apoio a Picciani. O presidente da Câmara indicou o deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG) como relator do projeto. Quintão afirmou que apresentará um relatório em separado.

Quintão disse que o relatório está pronto para votação desde o início de 2014 e que cabe ao presidente da Câmara pautá-lo. "Ele que nunca colocou para votar", afirmou. O texto foi incluído na pauta na semana passada.

Leonardo Quintão reafirmou que ele foi o responsável pela ideia de procurar Hugo Motta para conversar. "Vou trabalhar até o último momento para evitar a derrota avassaladora de Eduardo Cunha e Hugo Motta", afirmou.

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