Alckmin volta a defender desembarque do governo

Governador paulista afirma que postura será tomada em convenção do PSDB caso ele assuma o comando do partido

Elizabeth Lopes, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2017 | 13h23

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que o partido vai mesmo desembarcar do governo do presidente Michel Temer se ele assumir a presidência nacional do PSDB, na convenção do dia 9 de dezembro. A afirmação foi feita pelo tucano em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, 28, ao Programa 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes, apresentado por José Luiz Datena. Apesar do desembarque, ele disse que manterá apoio a todas as reformas que sejam de interesse do Brasil. "Não mudamos nossa posição", reiterou.

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"Abandonar no sentido de não ter compromisso, não. Porque temos compromisso, responsabilidade e temos que dar sustentação na Câmara Federal e votar projetos de interesse do País, mas eu sempre fui contra participar do governo. Acho que não tinha razão para o PSDB participar, indicar ministro. Bruno (ex-ministro da Cidades Bruno Araújo) já saiu, outros terão de sair pelo prazo da desincompatibilização. Acho que temos de fazer uma política diferente. Votaremos medidas de interesse do País, independentemente de termos cargos, ministérios ou participar do governo", argumentou.

Na entrevista, Alckmin disse que aceitou a missão de assumir o comando nacional de seu partido com o intuito de ajudar a unir a legenda. E reconheceu que isso o ajudará a pavimentar o caminho para a disputa das eleições presidenciais do ano que vem. A oficialização da decisão deve ser feita na convenção nacional marcada para 9 de dezembro.

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No seu entender, o Brasil tem tudo para se recuperar da atual crise, pois o mundo deve crescer mais de 3%, a China, 6%, India, 7%. Ele disse que uma das primeiras missões do próximo presidente da República, "seja ele quem for", é fazer as reformas tributária e política, no primeiro ano de mandato.

Indagado se o prefeito da capital, João Doria, seria um bom nome para compor a chapa presidencial como vice, Alckmin refutou essa possibilidade, não sem antes fazer um afago ao seu afilhado político, dizendo que é um nome de liderança, popularidade e qualificações. "É natural num País continental como o Brasil, que se faça uma chapa eleitoral contemplando outras regiões, já que a campanha é nacional", emendou.

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