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cartel de trens

Alckmin pede rapidez em processo do cartel para evitar 'tormento na vida das pessoas'

Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

02 Abril 2014 | 12h 35

Governador de São Paulo voltou a defender investigação de esquema após o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedir a investigação de dois de seus secretários estaduais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira, 2, que espera rapidez nas investigações sobre o caso do cartel no setor metroferroviário em São Paulo para acabar com o "tormento na vida das pessoas".

Alckmin fazia referência aos dois secretários de sua gestão - Rodrigo Garcia (DEM) e José Aníbal (PSDB), que devem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou que o STF aprecie o envolvimentos dos secretários do tucano porque viu fortes indícios de pagamento de propina pela multinacional alemã Siemens, delatora do cartel, aos dois.

"O que eu tenho feito: defendido a investigação e que ela seja rápida para não ficar esse tormento na vida das pessoas", disse Alckmin em cerimônia com militares no Palácio dos Bandeirantes, zona sul da capital.

O governador afirmou que confia nas instituições que estão tocando as investigações, mas pediu cautela porque parte dela está fundamentada na "palavra de uma única pessoa".

Desta vez, Alckmin se referia ao ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, que em delação ao Ministério Público e à Polícia Federal apontou pagamento de propina da multinacional a agentes públicos ligados ao tucano.

"Nós confiamos nas instituições. Sempre defendemos as investigações. Agora tem a palavra de uma única pessoa, o que existe é isso. Vamos aguardar a decisão que será tomada pelo STF", disse ele, ao pedir justiça no julgamento.

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