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Alckmin elenca nomes para reforma do secretariado

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

20 Fevereiro 2014 | 20h 52

Governador pretende concluir mudanças após reforma ministerial de Dilma para tentar atrair partidos descontentes com o governo federal

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) começou a selecionar nomes para fazer a reforma do secretariado e deve anunciar todas as trocas só depois que a presidente Dilma Rousseff concluir a reforma ministerial. O tucano visa atrair os partidos que eventualmente ficarem de fora no arco de alianças de Dilma e fortalecer sua campanha à reeleição ao governo do Estado.

Para a Casa Civil, principal pasta da administração, o mais cotado para assumir a vaga de Edson Aparecido é o atual secretário de Logística e Transportes, Saulo de Castro. Outro cotado para o cargo é o assessor de assuntos estratégicos do governo estadual, João Carlos Meireles. Aparecido, citado no inquérito que investiga o suposto cartel em contratos de trens e metrô em SP, deve sair como candidato a deputado federal e pode ainda coordenar a campanha de Alckmin. O governador, no entanto, nega desde já que fará qualquer alteração nos quadros de seu governo por conta das denúncias do cartel.

Outros quatro secretários vão abandonar seus cargos para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

São eles: Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico), Silvio Torres (Habitação), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia). A legislação prevê que auxiliares do governo que desejam disputar a eleição devem deixar seus cargos até o dia 5 de abril.

O governador já conta com uma lista de indicações para preencher essas vagas. Para o Desenvolvimento Econômico, Garcia (DEM) indicou o correligionário Marco Cintra.

O vereador Floriano Pesaro (PSDB) é cotado para assumir a Habitação. A troca, segundo aliados de Alckmin, teria sido chancelada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Quem também deve integrar a equipe do governador é o ex-deputado Ricardo Montoro. Ele é cotado para chefiar o Meio Ambiente.

Influência. As incertezas sobre quem vai ser o próximo Chefe da Casa Civil durante a campanha de Alckmin ocorrem num momento de disputa por espaços no centro de decisões do governo. Depois de seu nome ter surgido nas investigações do cartel, Aparecido viu o nome de Meireles ganhar força no Palácio dos Bandeirantes.