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Eleições 2014

Alckmin diz que São Paulo não quer 'esperteza'

Pedro Venceslau e Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

29 Junho 2014 | 13h 00

PSDB confirma candidatura do atual governador de São Paulo à reeleição; tucano diz que sua gestão não é feita à base de "jeitinhos"

Felipe Rau/Estadão
Alckmin discursa durante a convenção do PSDB que confirmou sua candidatura à reeleição

Atualizada em 30.06

SÃO PAULO - O governador de São Paulo Geraldo Alckmin, de 62 anos, foi oficializado neste domingo, 30, candidato à reeleição pelo PSDB com um discurso destinado a exaltar a longevidade tucana no poder no Estado - são quase 20 anos consecutivos - e desconstruir o mote de seus adversários, que se apresentam como o novo. "São Paulo não quer esperteza nem arrogância, mas experiência e honestidade", disse ele, durante a convenção do partido.

"Acreditamos que o atalho não é o melhor caminho. Não existe atalho nem jeitinho na educação, saúde ou segurança. Não existe atalho na vida pública. Foi sem atalho que chegamos até aqui", afirmou o governador. O discurso de Alckmin foi escrito pelo marqueteiro do PSDB, Nelson Biondi, e seguido à risca pelo governador.

Os alvos do tucano foram os adversários na disputa, o empresário Paulo Skaf, candidato do PMDB e segundo colocado nas pesquisas, e Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde da presidente Dilma Rousseff (PT). Nenhum deles ocupou até hoje cargos eletivos. Padilha disputa sua primeira eleição e Skaf a segunda - em 2010, o empresário foi candidato a governador pelo PSB.

Segundo interlocutores do governador, a estratégia do partido na primeira fase da campanha será circunscrever a disputa entre dois campos e carimbar Skaf como um aliado informal dos petistas. Dilma já disse que considera o peemedebista um de seus candidatos. Um dos vídeos transmitidos neste domingo na convenção, por exemplo, reproduziu reportagens de jornais com críticas à gestão de Luiz Antônio Fleury (PMDB), que ocupou o governo do Estado entre 1991 e 1995.

Questionado sobre para quem foi direcionado o discurso do governador, o marqueteiro Nelson Biondi desconversou: "O bom de um discurso como esse é que cada um interpreta como quiser".

Em nenhum momento de sua fala Geraldo Alckmin citou diretamente o PT, mas escolheu a economia para criticar o partido no plano nacional. "São Paulo aprova o PSDB porque não quer saber de contabilidade criativa. Quer avanços baseados em fatos." A chamada contabilidade criativa é uma estratégia do governo federal de contar com lucros de estatais para se atingir as metas fiscais anuais. Essa estratégia tem sido usada com frequência pelo senador Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, para fazer críticas a Dilma.

Repulsa. Aécio aproveitou a convenção tucana em São Paulo para criticar o PT. Ele sugeriu que os petistas vão colher "a repulsa" do povo durante a eleição. "Aqueles que frustraram a confiança popular e abdicaram de um projeto de País para se contentar com um projeto de poder vão colher nas urnas daqui a três meses aquilo que plantaram: a repulsa da população."

Ele também disse que "para alguns daqueles que estão hoje no governo federal a vitória das urnas não significou apenas a oportunidade de concretizar um projeto de poder. Significou para muitos deles a oportunidade de ascensão econômica e social".

Aécio fez críticas indiretas aos adversários de Alckmin. "É preciso fazer um alerta para aqueles que se apresentam a todo instante com posições diferentes. Nós não mudamos de lado." Reservadamente, tucanos interpretaram que a fala era endereçada ao ex-prefeito Gilberto Kassab, presidente do PSD. Após longa negociação com Alckmin, ele surpreendeu o mundo político ao anunciar apoio a Skaf.

Anunciado como candidato a vice na chapa, o deputado Márcio França (PSB) foi mais incisivo ao falar sobre os partidos que não se aliaram a Alckmin. "Que bom que nós conseguimos purificar a nossa canoa, porque nela tinha muita gente que não cabia nesse padrão. Que bom que escolheram outros caminhos. Vão se sentir melhor por lá."

Covas. Um vídeo homenageando Mário Covas foi exibido no telão antes do discurso de Alckmin. Foi Covas quem inaugurou a sequência de gestões do PSDB ao ser eleito governador em 1994. Em seguida, foram listadas obras feitas em governos tucanos. "Há 20 anos diziam que São Paulo tinha o PIB da Argentina. Hoje o PIB da Argentina é de US$ 448 bilhões e o de São Paulo é de quase US$ 800 bilhões. São quase duas Argentinas", disse Alckmin em sua fala.

O objetivo dos estrategistas tucanos é destacar na campanha o "legado" do partido no Palácio dos Bandeirantes.

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