Alckmin diz que não se pode 'aceitar' defesa de intervenção militar

Alckmin diz que não se pode 'aceitar' defesa de intervenção militar

Governador rechaça manifestações em ato contra o governo e defende reforma política para 'fortalecer a democracia'

Ricardo Chapola e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S. Paulo

03 Novembro 2014 | 12h22

Atualizado às 13h10

São Paulo - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta segunda-feira, 3, que as manifestações em favor da intervenção militar, feitas no protesto de sábado na Avenida Paulista, são inaceitáveis. O ato que reuniu cerca de 2,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, foi organizado pela internet para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

"É evidente que nós que lutamos tanto pela democracia não podemos aceitar esse tipo de coisa. Democracia tem que ser fortalecida", afirmou Alckmin depois de participar da cerimônia de inauguração de um hospital na zona norte de São Paulo.

Questionado se considerava excessiva a reivindicação pelo impeachment de Dilma, Alckmin afirmou apenas que o País acabou de sair de um processo eleitoral e que as pessoas têm o direito de se manifestar.

"Nós acabamos de sair de um processo eleitoral. As pessoas têm todo o direito de se manifestar. O que nós defendemos é o fortalecimento da democracia. E para isso, tem que se fazer mudanças na legislação para que se tenha mais legitimidade", disse o tucano.

No sábado, um grupo de pessoas que participaram da passeata pelo impeachment da presidente Dilma carregavam faixas pedindo "intervenção militar já". Além disso, o ato contou com um carro de som utilizado somente pelas pessoas favoráveis à volta dos militares ao poder.

Alckmin voltou a defender a reforma política, segundo ele, a única forma de enfrentar o que chamou de "crise de legitimidade". O tucano criticou o número de partidos existentes no País e disse ser a favor do voto distrital.

"Há de se reconhecer que há uma crise de legitimidade. Mas por isso precisa ser enfrentada com a reforma política e o fortalecimento da democracia".

Depois de reeleita, Dilma voltou a defender a necessidade de promover mudanças no sistema eleitoral e político por meio de uma reforma política. A presidente sugere que o tema seja submetido a um plebiscito ou a um referendo, mas a proposta encontra resistência entre lideranças do Congresso. 

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