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Alckmin diz que denúncias do MP sobre cartel 'ajudam' governo paulista

Ampliado às 16h10 - Gustavo Porto, da Agência Estado

26 Março 2014 | 14h 09

Governador de SP promete 'punição rigorosa' contra empresas acusadas de combinar preços em contratos do Metrô e da CPTM firmados com a administração estadual, entre 1998 e 2008

Ribeirão Preto - O governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou, nesta quarta-feira, 26, que as cinco denúncias criminais feitas pelo Ministério Público à Justiça contra executivos por formação de cartel no setor metroferroviário "ajudam o governo" paulista. Nessa terça, a promotoria de São Paulo formalizou a acusação contra 30 funcionários e ex-funcionários de 12 empresas por fraudes em contratos de projetos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô, entre 1998 e 2008.

"Há uma investigação rigorosíssima que avança e a medida do MP nos ajuda, porque tínhamos aberto o processo contra as empresas. Essa investigação do MP vem ao encontro do nosso processo e haverá uma punição rigorosa se ficar comprovado o cartel", afirmou o governador após evento em Ribeirão Preto (SP).

A denúncia tem base em acordo de leniência (espécie de delação premiada) firmado pela Siemens com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão ligado ao governo federal. Apurações complementares feitas pelo grupo de repressão a delitos econômicos, do Ministério Público estadual (MP), também fundamentaram a acusação.

A promotoria aponta combinação de valores em cinco contratos que, somados com aditivos, totalizam R$ 2,8 bilhões em valores não atualizados. Para o promotor Marcelo Mendroni, pode ter havido superfaturamento da ordem de 30%, ou cerca de R$ 835 milhões. As fraudes teriam sido perpetradas durante os governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB.

Os 30 executivos e ex-executivos foram denunciados pelos crimes de formação de cartel e por dois tipos distintos de fraude a licitações. As denúncias não mencionam eventuais crimes de corrupção porque essas suspeitas estão sob reponsabilidade de outro grupo do MP.

Saia-justa. Durante o evento, Alckmin passou por uma saia-justa ao ser cobrado publicamente pela prefeita da cidade paulista, Dárcy Vera (PSD), e por um grupo de pessoas a instalar uma unidade do Bom Prato no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (SP), em Ribeirão Preto. A prefeita pediu que o governador vestisse uma camisa com a campanha pelo restaurante popular, mas ele não vestiu e não se comprometeu em atender o pedido. Após o discurso, Alckmin foi novamente abordado pelas pessoas.

O governador participou da inauguração das novas instalações do Parque Tecnológico de Ribeirão Preto - Supera e seguiu para Sertãozinho (SP), onde inaugura a delegacia seccional da cidade e entrega veículos para a polícia. Ainda nesta quarta, Alckmin vai a Monte Alto (SP) para autorizar a construção de 198 casas e receber o título de cidadão local.

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