Alckmin cria secretaria para regiões metropolitanas

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ao anunciar o nome de quatro novos secretários de Estado, destacou a nova pasta de Desenvolvimento e Gestão Metropolitana, que será ocupada pelo deputado reeleito Edson Aparecido (PSDB). Alckmin anunciou os nomes de Jorge Pagura (Esportes), Andrea Matarazzo (Cultura) e Alexandre Barbosa (Assistência e Desenvolvimento Social), além de Aparecido.

RICARDO LEOPOLDO, Agência Estado

29 Dezembro 2010 | 18h16

Segundo Alckmin, metade da população do Estado vive numa área que engloba oito mil quilômetros quadrados, enquanto outra metade está em 250 mil quilômetros quadrados. Ou seja, há grandes concentrações de municípios importantes em áreas pequenas em relação ao tamanho total do Estado. Ele destacou que a região metropolitana de São Paulo tem 39 municípios, enquanto Campinas possui 19 municípios e a Baixada Santista, nove cidades.

"A secretaria terá um papel importante de articulação e viabilização de políticas públicas entre os municípios paulistas, o Estado e o governo federal, o que envolve várias áreas e diversas secretarias, como Educação, Cultura e Habitação", disse Aparecido, logo após o anúncio de seu nome.

O governador eleito destacou que políticas públicas precisam da integração de várias áreas e, às vezes, até de municípios. Ele citou, como exemplo, que uma eventual inundação na região do Mercado Municipal de São Paulo pode requerer obras de saneamento na cidade de Mauá, que integra a região metropolitana da capital paulista.

Durante entrevista, o governador eleito destacou que seu governo vai trabalhar junto com o governo federal para viabilizar projetos e programas que serão benéficos para a população de São Paulo. Ele lembrou que conversou com a presidente eleita, Dilma Rousseff, no dia 1º de novembro logo após sua eleição em segundo turno, para manifestar seu apoio. "São Paulo vai bem quando o Brasil vai bem e o Brasil vai bem quando São Paulo está bem", disse.

Alckmin afirmou ainda que o tratamento que dará aos municípios do Estado terá como foco o desenvolvimento social e econômico e não haverá nenhum tipo de privilégio ou segregação política. "Dinheiro público não tem carimbo de partido", disse. O tucano, porém, disse que o PSDB é o partido de oposição ao governo federal e que vai atuar nesse sentido, de forma responsável, respeitando as regras da democracia.

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