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Alckmin cogita participar de manifestação anti-PT no domingo

- Atualizado: 11 Março 2016 | 08h 19

Governador de São Paulo se reuniu com representantes de grupos pró-impeachment e deputados federais da oposição; tucano não respondeu se também vai protestar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Governador comentou o 'trote' que o prefeito fez em um comentarista de rádio, que critica sua agenda política

Governador comentou o 'trote' que o prefeito fez em um comentarista de rádio, que critica sua agenda política

São Paulo - Após participar de uma reunião na tarde de ontem no Palácio dos Bandeirantes com deputados de oposição e representantes de grupos pró-impeachment, e com a presidente Dilma Rousseff no Congresso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que cogita, “como cidadão”, participar da manifestação marcada para domingo na Avenida Paulista.

“Nossa tarefa é garantir a segurança para uma livre manifestação. Como cidadão pode ser (que eu vá)”, disse o tucano. Reservadamente, porém, auxiliares do governador declararam que ele não deve ir ao protesto.

Participaram do encontro no Bandeirantes os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Mendonça Filho (DEM-PE), representantes do Movimentos Brasil Livre (MBL) e sindicalistas.

Também estavam presentes os secretários de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, e da Casa Civil, Edson Aparecido. A reunião foi feita a pedido dos oposicionistas, que foram solicitar garantias de segurança para os manifestantes.

“O PT usou a tática do medo para aterrorizar as pessoas e fazê-las ficarem em casa”, afirmou Mendonça Filho. 

Segundo Paulinho da Força, o PT adotou uma “tentativa desesperada” de criar pânico na população. O deputado se irritou com os jornalistas ao ser questionado se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é seu aliado, também será alvo dos protestos. “Vocês (repórteres) são defensores do PT”, declarou.

O secretário Alexandre de Moraes reiterou que a estimativa é de que a manifestação de domingo supere 1 milhão de pessoas, público registrado no dia 15 de março de 2015, segundo dados da Polícia Militar. “Chegamos a essa estimativa com base em programas de computador nas redes sociais. A margem de erro é pequena”, disse. Segundo o secretário, todos os locais que oferecem risco de vandalismo foram “georreferenciados” e pessoas com sacolas ou grupos “ostensivos” nas estações de metrô serão revistados.

A Polícia Militar mobilizou 12 bases móveis e bolsões de segurança na região da Avenida Paulista. Locais como o Instituto Lula e a sede do PT também terão a segurança reforçada. 

Carreata. Os principais líderes de oposição ao governo federal no Congresso Nacional decidiram participar juntos da manifestação de domingo na Avenida Paulista. Eles se reunirão pela manhã em um hotel da capital e seguirão para o caminhão de som do grupo Vem Pra Rua. De lá, o grupo irá, em caminhada, até o carro do Movimento Brasil Livre.

Os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aloysio Nunes (PSDB-SP), José Serra (PSDB-SP) e os deputados Mendonça Filho, Carlos Sampaio, Paulinho da Força e Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, estarão presentes.

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