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Ala rebelde do PMDB faz campanha contra aliança com PT

Integrantes da legenda entregam documento com críticas ao governo Dilma durante convenção que deve referendar apoio do partido à reeleição da presidente

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Ricardo Della Coletta ,
Agência Estado

10 Junho 2014 | 10h24

Brasília - Teve início na manhã desta terça-feira, 11, a convenção do PMDB nacional do PMDB, que decide se mantém ou não a aliança com o PT para a disputa presidencial. A ala rebelde da legenda aproveita o evento para fazer campanha contra o apoio e entregou aos correligionários um documento intitulado "Carta ao companheiro do PMDB" e assinado pelo Movimento PMDB Independente.

Nele, os dissidentes enumeram uma série de críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff, citando o aumento da violência, problemas na saúde pública, a desestruturação do setor elétrico, as denúncias de corrupção que envolvem a Petrobrás e a "condução intervencionista e populista da economia". A convenção é realizada no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal.

"Definitivamente, o PMDB não pode e não deve concordar com esse estado de coisas. O fato é que, nos últimos anos, o partido foi preterido, desprezado e tratado como um mero apêndice do PT. Essa situação é inaceitável", afirma a carta.

A convenção desta terça servirá para chancelar ou não a aliança nacional com o PT, reeditando a chapa encabeçada pela presidente Dilma Rousseff (PT) e com Michel Temer na vice.

Porta-voz dos insatisfeitos, o deputado federal Danilo Forte (CE) afirmou que a maioria dos votos do seu estado é contra o acordo nacional com os petistas. Isso mesmo depois de o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), pré-candidato ao governo do Estado, ter ontem garantido a Michel Temer que o Ceará votará pela aliança. "O que vale é o sentimento da base", disse Forte.

Já o deputado Leonardo Picciani (RJ) calculou que ao menos 80% dos mais de 70 votos que o Rio de Janeiro dispõe na convenção serão pelo rompimento. Embora a cúpula do partido fale em um vitória segura, com margem com mais de 70% dos votos pela aliança nacional, a ala rebelde aposta que o voto secreto trará força ao rompimento.

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