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Aguinaldo Ribeiro nega ter beneficiado seu Estado na destinação de emendas

Ricardo Della Coletta e Daiene Cardoso - Agência Estado

17 Março 2014 | 12h 51

Base aliada acusa ex-ministro das Cidades de destinar mais recursos para a Paraíba; como deixou a pasta ele não irá prestar esclarecimentos na Câmara

Brasília - O agora ex-ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), rebateu nesta segunda-feira 17, as acusações de que beneficiou no ano passado cidades da Paraíba na destinação de emendas parlamentares da pasta. Parlamentares da base afirmam que Ribeiro, que nesta segunda deu lugar ao vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, priorizou no ano passado localidades de seu Estado natal, um dos motivos que levaram à sua convocação para dar explicações na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, na semana passada.

"Isso não existe.Basta você entrar no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi, o banco de dados do Orçamento federal) e ver quanto tem para a Paraíba e para os outros Estados", disse Aguinaldo, após a cerimônia de posse de Occhi e de outros cinco novos ministros do governo Dilma Rousseff. Ele afirmou que, no ano passado, o ministério das Cidades empenhou cerca de R$ 1,7 bilhão em emendas parlamentares, e que menos de 3% tiveram como destino a Paraíba.

A crítica de parlamentares é que municípios paraibanos receberam cerca de R$ 40 milhões de uma das principais ações das Cidades, enquanto que Estados com maior população no Nordeste, como Bahia e Pernambuco, obtiveram da mesma programação valores expressivamente menores.

Como deixou o cargo de ministro, Aguinaldo Ribeiro, que agora reassume sua vaga de deputado federal na Câmara, não deve mais ir à comissão para prestar esclarecimentos. Occhi, o novo titular da pasta, deve ser o responsável por levar aos deputados as informações do Ministério.

Emendas. O atual titular da pasta, Gilberto Occhi anunciou, logo após tomar posse, que o problema de liberação das emendas individuais de parlamentares foi solucionado na semana passada por seu antecessor Aguinaldo Ribeiro. "Se o motivo da crise é este, está resolvido. As emendas estão solucionadas", garantiu o novo ministro.Segundo Occhi, foi possível pagar até dezembro do ano passado 98% das emendas parlamentares. "Muito pouca coisa ficou sem empenhar", minimizou.

O represamento das emendas foi um dos motivos que resultaram na convocação de Aguinaldo Ribeiro para prestar esclarecimentos aos deputados. Com a reforma ministerial, Occhi deverá ir agora à Câmara nos próximos dias "acalmar" os parlamentares.