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AGU quer revisão de liminar sobre posse de Lula no plenário do STF

- Atualizado: 24 Março 2016 | 18h 02

Advocacia-Geral da União enviou manifestações à Corte pedindo para que ministro Gilmar Mendes reveja decisão que suspendeu ex-presidente na Casa Civil

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo

Brasília - O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse nesta quinta-feira, 24, esperar que o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a decisão liminar (provisória) do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil.

"Em relação à decisão do ministro Gilmar Mendes, interpusemos um agravo regimental para que o plenário da Suprema Corte reveja a decisão, como nos parece que deve ser revista", afirmou Cardozo, em vídeo divulgado pela assessoria da AGU. Ele apontou ainda no vídeo que a "prova invocada" por Mendes para suspender a posse, que é o áudio obtido por investigadores na qual a presidente Dilma Rousseff conversa com Lula, é "viciada" e "não leva a nenhuma conclusão, uma vez que não se submeteu a qualquer tipo de investigação ou contraditório". Segundo Cardozo, a liminar deve ser revista porque não houve desvio de poder na nomeação de Lula para a Casa Civil.

Na noite desta quarta, a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou manifestações ao STF pedindo para que Mendes volte atrás na decisão que suspendeu a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe Casa Civil. O ministro-chefe da AGU pede também que os processos que estão sob a relatoria de Mendes sejam extintos.

De acordo com ele, os partidos políticos não têm legitimidade para impetrar mandados de segurança questionando o decreto de nomeação da presidente. O caso ainda será levado a plenário, onde os ministros do tribunal deverão tomar uma decisão definitiva de maneira colegiada.

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