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Aécio se reúne com deputados e senadores para afinar discurso do PSDB no Congresso

- Atualizado: 16 Fevereiro 2016 | 16h 42

Segundo parlamentares presentes, tucano pediu que reforcem a defesa das chamadas reformas estruturantes do governo

BRASÍLIA - Com objetivo de afinar o discurso tucano no Congresso, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), convocou deputados e senadores para uma reunião nesta terça-feira, 16. O encontro ocorreu durante almoço na sede da liderança do partido na Câmara, no início da tarde.

Segundo parlamentares presentes, Aécio pediu que senadores e deputados reforcem a defesa das chamadas reformas estruturantes, como a da Previdência Social, que o governo pretende mandar ao Congresso. A defesa faz parte da estratégia do PSDB para este ano.

Senador Aécio Neves em reunião com líderes partidários 

Senador Aécio Neves em reunião com líderes partidários 

Com discurso de que a crise econômica é grave e não pode se transformar em luta política, o PSDB decidiu afastar a linha do "quanto pior, melhor" e apoiar o governo em algumas das reformas. A adesão, contudo, está condicionada ao apoio do PT às propostas e não se estende a propostas de aumento de impostos.

Inicialmente, a divulgação da estratégia dos tucanos pela imprensa não foi bem recebida pelos outros partidos da oposição, que criticaram a ideia. Em reunião na manhã desta terça-feira, contudo, líderes de partidos como PPS e DEM afinaram o discurso e decidiram acompanhar o PSDB na estratégia.

Linha propositiva. Como mostra o Estado nesta terça-feira, 16, Aécio Neves reviu sua estratégia de atuação política no Congresso e decidiu adotar este ano uma linha mais propositiva em relação a 2015, quando se empenhou durante praticamente o ano inteiro no afastamento da presidente Dilma Rousseff.

A mudança de atuação do tucano decorre de uma série de avaliações feitas por aliados e assessores próximos. Desde o segundo semestre do ano passado, pesquisas mostraram uma queda das intenções de voto de Aécio em simulações de corrida presidencial e ainda um aumento da rejeição pessoal dele.

Levantamentos qualitativos internos identificaram Aécio como um senador que não propunha saídas para superar a crise. As sondagens também mostraram uma corrosão na imagem do PSDB pelo apoio às pautas-bomba. Uma delas foi o aval maciço da legenda à tentativa de derrubar, em setembro, o fator previdenciário. 

Apoio. Líderes da oposição na Câmara afinaram o discurso e anunciaram, após reunião na manhã desta terça-feira, que seguirão a estratégia do PSDB e apoiarão reformas estruturantes na economia, como a da Previdência Social, que serão enviadas pelo governo. Assim como o PSDB, DEM e PPS ponderam que a adesão está condicionada ao apoio às propostas de partidos da base aliada, principalmente do PT, e não se estende a medidas de aumento de impostos.

Líder do DEM, o deputado Pauderney Avenilo (AM) afirmou nesta terça que a oposição vai apoiar qualquer proposta do governo que não seja uma peça publicitária. Segundo ele, os opositores vão “avaliar” as reformas estruturantes que o governo quer mandar ao Congresso, desde que contem com apoio da base aliada. “Sem aumento de impostos e sem CPMF”, ponderou. Apesar da disposição em apoiar, o democrata disse acreditar que o governo não tem condições políticas de enviar reformas.

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