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Aécio quer PSB ao lado do PSDB mineiro

Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo

09 Janeiro 2014 | 19h 47

Tucano diz que ‘não é impossível’ aliança entre as siglas também em Pernambuco e que Anastasia deve deixar governo no fim de março

Belo Horizonte - Provável candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) afirmou nesta quinta-feira, 9, que vai trabalhar para tentar manter o apoio do PSB à chapa articulada pelos tucanos para a disputa pelo governo de Minas. O partido é presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que deve ser adversário de Aécio na corrida pelo Planalto, e já indicou a intenção de lançar um nome para a sucessão mineira, Estado que tem o segundo maior colégio eleitoral do País e é o principal reduto eleitoral do tucano.

Em Minas, o PSB integra a base desde a primeira eleição de Aécio para o governo estadual, em 2002. No ano retrasado, a sigla rompeu com o PT para se coligar com o PSDB na reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). “No que depender da minha vontade, da minha ação, o PSB deverá continuar conosco e acho que há espaço para isso. Mas é uma decisão do PSB”, disse Aécio. “O partido tem uma candidatura presidencial colocada, isso tem que ser respeitado, mas não acho que seja incompatível uma candidatura do PSDB com o apoio do PSB aqui.”

Segundo o tucano, presidente nacional do PSDB, a legenda pode apoiar o candidato de Campos na sucessão pernambucana. “Não é impossível que isso ocorra, independentemente de isso ser uma moeda de troca. São as circunstâncias locais. Há uma parcela em Pernambuco, comandada pelo ex-presidente nacional do partido Sérgio Guerra, que defende uma aproximação local”, avaliou o senador. O diretório pernambucano do PSDB assumiu recentemente cargos em Pernambuco, e o partido saiu em defesa do governador após a página do PT no Facebook atacar Campos.

‘Especulação’. Após participar de visita a obras viárias na região metropolitana de Belo Horizonte e de almoçar com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), e o vice, Alberto Pinto Coelho (PP), Aécio disse que até março o partido vai confirmar o nome para a corrida presidencial. Ele alegou que sua participação, por ora, é uma “possibilidade concreta”.

“Esperamos que até o fim de março possamos ter, oficiosamente que seja, a candidatura do PSDB colocada. Não vou negar que há uma especulação natural em torno do meu nome. Mas é especulação”, afirmou.

O tucano disse que a chapa será confirmada só em maio. “Não tem pressa para essa definição. Pessoalmente estou evitando essa discussão agora. Não é produtiva”, declarou, referindo-se ao interesse do Solidariedade de indicar o candidato a vice. “Sempre disse que um partido que se pressupõe social-democrata tem que ter presença sindical expressiva. O Solidariedade traz isso.”

Outra “especulação” já se tornou uma “discussão mais objetiva”, segundo Aécio: a saída de Anastasia do cargo para disputar uma vaga no Senado. “Estamos discutindo a permanência ou não do governador Anastasia até o fim do mandato. Não há uma definição tomada, mas há uma possibilidade concreta de afastamento do governador Anastasia no fim de março”, disse. “Confirmando-se essa possibilidade, que eu diria que caminha para a maior probabilidade, o vice-governador assume.” Aécio ressaltou que há “consenso crescente” entre os aliados em Minas, um grupo de 12 partidos, “de que o candidato a governador deve ser do PSDB”. O preferido do senador é o ex-ministro Pimenta da Veiga.