Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Aécio desconversa ao ser questionado se PSDB vai endossar pedido de cassação de Cunha

Tucano nega que partido tenha feito acordo para blindar o peemedebista, mas evita comentar se sigla endossará pedido do PSOL

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2015 | 17h48

Brasília - O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), negou nesta quinta-feira, 15, que o partido tenha feito qualquer acordo para blindar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e destacou que a bancada tucana da Câmara votará nas acusações que envolvem o peemedebista "com base nas provas".

"A posição do partido já foi colocada numa nota (de sábado) em que reiteramos que o caminho mais adequado é o afastamento do presidente da Câmara da Presidência para que ele possa se defender e o PSDB votará no Congresso Nacional, na Câmara dos Deputados em especial, com base nas provas que serão apresentadas", disse.

Para o tucano, Cunha ampliou o espaço de participação das legendas oposicionistas na Câmara. Ele disse que os acertos foram todos feitos "absolutamente à luz do dia" e faz parte do "jogo parlamentar". Mas ressalvou que, no momento em que há denúncias que envolvem o presidente da Câmara, "e elas são gravíssimas", destacou, cabe a ele se defender e que o PSDB não tem nenhum compromisso com eventuais irregularidades que ele possa ter cometido.

Questionado se o PSDB poderia endossar o pedido apresentado pelo PSOL, Rede e deputados do PT de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Cunha, Aécio desconversou: "Essa é uma decisão da Câmara, há ali uma decisão para que o PSOL pudesse endossar o pedido de afastamento do presidente da Câmara, mas essa não é a questão essencial.". Apesar da nota, o PSDB não assinou o documento contra o peemedebista no Conselho de Ética.

Nesta tarde, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito para investigar Cunha sua esposa e sua filha por manterem contas no exterior sem terem sido declaradas ao País. Com base nos documentos enviados pela Suíça, a suspeita é que as contas tenham sido abastecidas em parte com recursos desviados da Petrobras. O pedido precisa ser avaliado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, a quem caberá determinar a abertura ou não da segunda investigação contra o presidente da Câmara.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.