Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Aécio e Roberto Freire dissuadiram oposição de emitir nova nota contra Cunha

Em reunião na casa do presidente do PSDB, líderes oposicionistas foram convencidos pelo senador mineiro e pelo presidente do PPS a poupar o presidente da Câmara, denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro e alvo de um inquérito por manter contas não declaradas no exterior

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

21 Outubro 2015 | 15h03

Brasília - Antes de fazerem nova manifestação pública pedindo o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),  líderes da oposição na Casa se reuniram nesta terça com os presidentes nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e do PPS, Roberto Freire. A reunião ocorreu na casa do tucano, na capital federal. 

No encontro, Aécio e Freire conseguiram dissuadir oposicionistas a lançarem nova nota contra o presidente da Câmara. A ideia dos líderes do DEM, Mendonça Filho (PE), do PSDB, Carlos Sampaio, e da minoria, Bruno Araújo (PSDB), era lançar uma segunda nota classificando como "gravíssimas" as denúncias de que Cunha possui contas secretas na Suíça, por meio das quais teria recebido propina.

Antes de fazerem manifestação, líderes da oposição também se reuniram com o próprio presidente da Câmara. A reunião ocorreu "no meio da manhã" dessa terça-feira, na residência do líder do DEM. No encontro, informaram a Cunha que iriam reiterar a nota divulgada no último dia 10 de outubro, defendendo a saída do peemedebista do cargo. 

Na manhã desta quarta-feira, 21, Mendonça, Sampaio e Araújo se reuniram com Cunha em reservado, após protocolarem o novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista, o líder do DEM afirmou que eles discutiram no encontro o cronograma para análise do pedido. Cunha, segundo ele, não deu um prazo para deferir ou não o requerimento, mas sinalizou "de forma clara" que será "muito curto".

Embora publicamente defendam o afastamento do presidente da Câmara do cargo, lideres da oposição continuam dando suporte político a Cunha nos bastidores. O objetivo é tentar estimulá-lo a autorizar o início do processo de impeachment da presidente Dilma na Casa.

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