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Aécio e Cardozo discutem publicamente sobre segurança

LEONENCIO NOSSA - Agência Estado

22 Maio 2014 | 20h 41

Senador tucano diz que governo é omisso na área e minstroataca ‘atuação pífia’ do senador

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, bateram boca nesta quinta-feira, 22, sobre a segurança pública. Em um evento em Brasília, Cardozo rebateu uma crítica do tucano, que disse que o governo federal é omisso. "Estou espantado com as críticas de Aécio. Ele é um parlamentar com atuação pífia em segurança", afirmou o petista. Logo depois, em nota, o tucano disse ser "lamentável" ver um ministro atuar como "militante".

"As grosserias do ministro, por maiores que sejam, são insuficientes para esconder a realidade do abandono da segurança pública pelo governo federal e revelam a ausência de argumentos de um governo que se especializou em transferir responsabilidades", afirmou Aécio. Nesta quinta, em entrevista publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o tucano voltou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos determinados, disse que incluirá o termo "Segurança Pública" no nome do Ministério da Justiça e acusou o governo federal de ser "criminosamente omisso" no setor.

Tanto Cardozo quanto Aécio, quando foi governador de Minas, são alvo de críticas de entidades da área de segurança pública. Em março, o então governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB), sucessor de Aécio, reconheceu que o problema da violência era o "maior desafio" do Estado. No ano passado, o número de homicídios subiu 6,07% em Minas – em Belo Horizonte, a elevação foi de 7,38%. Os tucanos alegam que Minas só perde para São Paulo no ranking dos Estados menos violentos do Sudeste.

Embora a segurança pública seja responsabilidade dos Estados, o ministro da Justiça é cobrado pelo aumento da criminalidade no País. Em 2012, o número de homicídios no Brasil aumentou 7,6% em relação ao ano anterior, mais que em Minas e menos que em Belo Horizonte. O número de brasileiros vítimas de homicídio passou de 50 mil. O ministro também enfrenta críticas pela superlotação de presídios, violações de direitos humanos em delegacias e ineficácia de programas federais de capacitação das polícias.