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Aécio defende Pimenta da Veiga, indiciado por lavagem

CARLA ARAÚJO E PEDRO VENCESLAU - Agência Estado

10 Abril 2014 | 14h 53

O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, defendeu nesta quinta-feira, 10, o ex-ministro das Comunicações e pré-candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, que foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro. "O que é estranho é que depois de cerca de dez anos, quando ele vira pré-candidato esse assunto surge. Ele já deu esclarecimentos", afirmou.

Aberta em 2013, a investigação da PF envolvendo o ex-ministro é um desdobramento da denúncia oferecida em 2007 pela Procuradoria-Geral da República com base no inquérito do mensalão mineiro.

"O Pimenta é um advogado que trabalhava para inúmeras empresas, entre elas, empresas de comunicação, sobre a qual não recaía nenhuma suspeita. Advogou para essa empresa, recebeu remuneração e declarou no imposto de renda", disse o senador.

Aécio participa nesta quinta-feira de um almoço na capital paulista com a bancada de deputados estaduais do PSDB.

Também presente no encontro, o ex-governador e vice-presidente nacional do partido, Alberto Goldman, foi mais enfático. "Indiciado não significa nada. Acredito que não há nada contra ele", afirmou.

Durante o encontro com parlamentares paulistas, Aécio anunciou oficialmente que fará a convenção do partido que oficializará seu nome como candidato à Presidência na capital paulista. "A campanha será decidida em grande parte pelo resultado de São Paulo", afirmou. Segundo ele, o encontro de hoje com os tucanos é para tratar da organização de campanha. "É mais um encontro. É o Brasil, é São Paulo, é campanha", disse.

Alianças

Aécio aproveitou a ocasião para anunciar oficialmente o acordo entre PSDB, DEM e PMDB na Bahia. Os tucanos apoiarão a candidatura de Paulo Souto (DEM) para governador e indicarão o nome do ex-deputado Joacy Góes para vice. Já a vaga do senado ficará com o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB). "Fechamos uma chapa extremamente forte na Bahia. Isso é uma demonstração de que teremos apoio de siglas dissidentes da base da presidente Dilma", afirmou.

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