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Aécio condena 'aparelhamento absurdo' do PT

Elizabeth Lopes e Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

22 Março 2014 | 12h 46

O senador e provável candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves (MG), fez, neste sábado, 22, um duro discurso no encerramento do 58º Congresso Estadual de Municípios, dizendo que dentro dos próximos meses espera que o povo brasileiro possa compreender as propostas de seu partido "para se contrapor ao aparelhamento absurdo da máquina pública (pelo PT), à centralização perversa e a falta de eficiência do Estado". Ele destacou que o PSDB apresentará (neste pleito) uma proposta de meritocracia, de Estado eficiente e de solidariedade com os entes federados.

Ovacionado pelo público formado majoritariamente por prefeitos e vereadores do Estado, Aécio disse que espera voltar no próximo ano a este evento em outro cenário. "Quero estar aqui dizendo apenas o seguinte: valeu a pena acreditar, o Brasil tem um novo governo onde a ética e os resultados caminham juntos." E pregou tolerância zero contra a inflação que, no seu entender, está voltando. Além disso, defendeu uma política fiscal transparente que restabeleça a confiança e retome os investimentos.

Em seu discurso, Aécio disse que o Brasil assiste assustado à dilapidação do seu patrimônio público, citando como exemplos empresas como a Petrobras e a Eletrobras. "É preciso que nossa voz se levante, pois já sofremos uma campanha difamatória (em eleições passadas, quando o PSDB foi acusado pelo PT de querer privatizar empresas públicas), disseram que iríamos privatizar o Banco do Brasil e a Petrobras, isso jamais ocorreu. Queremos hoje reestatizar a Petrobras, tirá-las das mãos de um partido político que vem dilapidando este patrimônio do povo brasileiro", frisou.

Segundo ele, o governo petista demonizou as privatizações ocorridas na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Porém, hoje elas acontecem de forma envergonhada."

Nas críticas ao governo petista, o senador tucano lamentou o que classificou de "campanhas milionárias" que o governo federal utiliza a seu favor, mas cujas ações são tocadas pelos municípios, como os projetos nas áreas de saúde e educação. "É hora de termos uma discussão clara sobre o País. Não tenho bola de cristal, mas digo que estaremos prontos para, na hora certa, fazermos o bom combate", reiterou.

Aécio citou que 96% dos municípios brasileiros têm dificuldade na celebração de contratos com a União. "Desde 2000 até aqui, a carga tributária da União aumentou em 5% do PIB e a dos municípios apenas 0,5%", exemplificou.

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