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Aécio assina pedido de CPMI do Metrô de SP

DAIENE CARDOSO - Agência Estado

07 Maio 2014 | 18h 52

O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, rebateu as críticas da base aliada sobre o "uso político" da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. O tucano disse que a iniciativa dos aliados do governo de instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a suposta formação de cartel no Metrô de São Paulo acontece de forma tardia. Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), Aécio foi o único senador da oposição a assinar o requerimento de criação da CPMI do Metrô paulista, que deve ser protocolada ainda hoje.

Para o tucano, os governistas têm maioria no Congresso e já poderiam ter pedido a CPMI do Metrô de São Paulo antes. "(A base aliada) tem toda legitimidade para fazê-lo (pedir a CPMI do Metrô). Lamento até que venha com enorme atraso. Se essas denúncias que estão aí há anos circulando incomodassem realmente o PT, já poderia ter feito isso", comentou. Aos jornalistas, o presidenciável disse ser favorável a qualquer investigação. "Vamos investigar tudo, ninguém tem que ter medo de nada", enfatizou.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), acusou a oposição de buscar "palco" para fazer acusações políticas durante as eleições. "O governo resistiu todo o tempo para fazer isso (CPMI do Metrô), mas já que a oposição quer fazer palanque político para discutir possíveis desvios de recursos publico, por que não discutir os desvios que aconteceram ou possivelmente tenha acontecido seja no Metrô de São Paulo, seja na Abreu e Lima, seja em recursos da Petrobras repassados para governos estaduais?", afirmou Braga.

Costa fez coro ao discurso do líder do governo e lembrou que o pedido de instalação da CPMI do Metrô será apresentado tão logo os deputados concluam a conferência de assinaturas, o que pode acontecer ainda hoje. "Se é justo investigar a Petrobras a partir Congresso, é justo investigar também outros casos onde há suspeitas de eventual mau uso de recursos públicos", defendeu.