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Aécio afirma que assinaria qualquer pedido de criação de CPI

Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

11 Abril 2014 | 23h 15

Pré-candidato tucano diz que, em troca da viabilização da investigação da Petrobrás, apoiaria até uma comissão específica sobre o cartel

São Paulo - Principal líder do movimento que tenta instalar a CPI da Petrobrás, o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência, disse nesta sexta-feira, 11, que, para viabilizar a investigação sobre a estatal, apoiaria até uma CPI do cartel de trens paulista.

"Eu daria minha assinatura sem problemas. Quero ser o primeiro a assinar CPIs sobre qualquer assunto", disse o tucano nesta sexta, em entrevista à Rádio Estadão, ao ser questionado sobre eventual apoio a uma investigação específica sobre o cartel no Congresso Nacional.

Como resposta à iniciativa da oposição de pedir uma investigação sobre suspeitas relacionadas à Petrobrás, a base governista manobrou para que a CPI fosse ampliada e incluísse denúncias relativas ao Porto de Suape, em Pernambuco - que é a base de Eduardo Campos, pré-candidato do PSB à Presidência - e o cartel de trens, que fragilizaria politicamente o PSDB.

Aécio criticou a tentativa de misturar os assuntos em uma única comissão. "A base do governo não quer investigar absolutamente nada, não quer criar CPI para investigar trens e porto", afirmou o senador, advertindo que uma apuração tão ampla tiraria o foco da Petrobrás.

Em São Paulo, Estado governado pelo PSDB há 20 anos, a base do governador tucano Geraldo Alckmin na Assembleia Legislativa vem barrando qualquer tentativa de se criar uma CPI do cartel de trens.

Na internet. O principal foco do aparato de comunicação do PSDB atualmente é a desconstrução da imagem de "gerente" da presidente Dilma Rousseff (PT). O partido criou até um site específico sobre o tema chamado PTbrás.

Na entrevista de desta sexta, o presidenciável tucano defendeu a criação de um abaixo-assinado nas redes sociais em defesa da CPI e conclamou os internautas a aderirem à causa. "Quanto maior for a pressão, mais chance nós teremos de fazer as investigações. Façam isso, se manifestem nas redes, publicamente", afirmou.

Principal responsável pela ampliação da comissão para temas incômodos aos oposicionistas, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PSDB-AL), entrou na linha de tiro de Aécio. "Ele (Renan) se curva aos interesses do Planalto ao defender a ampliação do foco da CPI.".

Desde que o Estado revelou, no último dia 19 de março, que a presidente Dilma deu aval para a polêmica compra da refinaria de Passadena em 2006, o senador tucano, que também é presidente nacional do PSDB, usa o caso como o principal mote de seus discursos, que agora costumam terminar com uma promessa. "Nós vamos reestatizar a Petrobrás e tirá-la das mãos de um grupelho político.".

‘Ministério’. Aécio falou também, na entrevista, sobre seus principais projetos de governo e avisou que já em agosto anunciará os nomes que formarão seu ministério. Isso, segundo ele, vai gerar uma "expectativa positiva" no mercado.

"Uma eleição do PSDB vai gerar a reversão das expectativas, inclusive com impacto nos investimentos", afirmou.

Questionado sobre uma declaração feita recentemente durante um jantar com empresários em São Paulo na qual afirma que tomará "medidas impopulares" se vencer a eleição, o senador mineiro evitou listá-las e disse apenas que manterá a inflação no centro e não no teto da meta estabelecida pelo Banco Central, como vem sendo feito há tempos pela equipe econômica do atual governo.

Na sequência de críticas ao governo petista, o presidenciável tucano voltou-se conta o que considera excesso de ministros: "Vamos acabar com metades dos ministérios".

Reforma política. Outra medida que Aécio anunciou como prioridade no caso de uma vitória tucana foi a reforma política.

Ele disse nesta sexta que uma das primeiras medidas de um eventual governo tucano seria apresentar um projeto para reduzir o número de partidos políticos em atuação no Brasil.

"Pretendo recolocar em discussão a claúsula de desempenho, que permite apenas o funcionamento parlamentar dos partidos que tenham um mínimo de presença na sociedade".

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