Advogado diz que MP igualou mensageiro a deputados

O advogado Maurício Maranhão de Oliveira afirmou que o Ministério Público igualou na denúncia do mensalão um "mensageiro" a deputados. Ele defendeu nesta quinta João Cláudio de Carvalho Genu no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Genu foi assessor do ex-deputado José Janene quando este, já falecido, ocupou a tesouraria do PP.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

09 Agosto 2012 | 19h42

"João Cláudio Genu era um mero assessor parlamentar. Ele atuou na função de mensageiro do Partido Progressista", disse. "Segundo a denúncia, corrupção passiva constituiu no recebimento direto ou disfarçado de vantagem em troca do apoio político de Pedro Corrêa, José Janene e Pedro Henry. É exigida ação do parlamentar. A denúncia elevou a pessoa do dependente à mesma condição dos parlamentares".

Para Oliveira, a denúncia "parece areia movediça" ao colocar Genu no mesmo patamar dos parlamentares. Ele observou ainda que na sustentação oral feita na semana passada, o procurador-geral Roberto Gurgel afirmou que o assessor foi usado por Janene para sacar os recursos que foram para o PP. "É uma contradição em seus próprios termos".

O advogado destacou que em depoimento antes de seu falecimento, Janene tinha confirmado que Genu apenas seguiu sua ordem e lhe entregou o dinheiro, que seria para pagar dívidas eleitorais do PP. Destacou ainda que o assessor não poderia ser condenado por lavagem de dinheiro por não ser o beneficiário dos recursos e por ter apresentado seus documentos de identificação ao realizar os saques no Banco Rural. Concluiu a exposição negando que seu cliente tivesse tido evolução patrimonial incompatível com seus rendimentos.

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