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Advogado de João Paulo alega 'excesso' na acusação de lavagem de dinheiro

RICARDO BRITO - Agência Estado

27 Fevereiro 2014 | 15h 25

Para defesa, não é possível condenar petista tanto por lavagem de dinheiro como corrupção passiva, o outro crime pelo qual ele foi punido

Brasília - Em sustentação no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Pierpaolo Bottini, defensor do ex-deputado João Paulo Cunha, disse que o petista não teve a intenção de ocultar recursos de origem supostamente ilícita ao enviar a mulher, Márcia Regina, para buscar R$ 50 mil numa agência do Banco Rural em Brasília.

Pierpaolo Bottini disse que não havia qualquer indicação de que o então parlamentar conhecesse suposta a origem ilícita das operações. "Aqui não parece haver dolo", afirmou. O advogado destacou ainda que não é possível condená-lo tanto por lavagem de dinheiro como corrupção passiva, o outro crime pelo qual ele foi punido. Isso porque o último deles, a corrupção passiva, acarretaria a impossibilidade de puni-lo por lavagem de dinheiro. "Me parece uma ampliação em excesso da norma penal", afirmou.

Após a sustentação da defesa de João Paulo, os advogados do ex-assessor do PP João Claudio Genu e do ex-corretor Breno Fischberg.

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