Antonio Cruz|Agência Brasil
Antonio Cruz|Agência Brasil

Acordo de anistia do caixa 2 aguarda decisão do PT

Presidente da Câmara e líderes partidários negociam emenda de pacote anticorrupção, mas partido resiste

Igor Gadelha e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2016 | 20h20

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outros líderes partidários da base aliada e da oposição tentam neste momento fechar um "acordão" para garantir a votação simbólica, ainda nesta quarta-feira, 23, de emenda ao pacote anticorrupção que prevê anistia a quem praticou caixa 2. O acordo aguarda apenas decisão do PT, que se recusa a assinar a emenda juntamente com outras siglas.

A ideia é que todos os partidos, com exceção da Rede e do PSOL, assinem a emenda conjuntamente. O objetivo é evitar que o ônus da aprovação da anistia recaia apenas sobre uma legenda ou um parlamentar específico. Diversos partidos, da oposição e da situação, já aceitaram apoiar a emenda e não pedir verificação nominal no plenário, o que permitiria a votação simbólica.

De acordo com deputados petistas ouvidos pela reportagem, o PT já aceitou a votação simbólica da anistia ao caixa 2, mas resiste a assinar a emenda. Maia e outros líderes, porém, tentam convencer o líder da legenda na Câmara, deputadp Afonso Florense (BA), a aceitar o acordo. Além dele, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Vicente Cândido (PT-SP) estão dialogando com outros líderes sobre o tema.

Caso o PT não aceite assinar a emenda, líderes afirmam que dificilmente a medida será apresentada no plenário. “A gente não quer que o PT fique posando de bom moço, enquanto todos os outros apoiam a medida”, disse um influente líder. A emenda deve deixar claro que o crime de caixa 2, que está sendo tipificado no pacote anticorrupção, só poderá ser punível após a aprovação da lei.

Crime de responsabilidade. No plenário, deputados também vão propor uma emenda para crime de responsabilidade para magistrados e integrantes do Ministério Público. A bancada do PDT será a responsável por apresentar a medida. Nesse caso, já há acordo com todos os partidos, inclusive com PT e PSOL, que já declararam ser favoráveis à medida.

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