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Ações contra Dilma no TSE passam a ter relatora única

- Atualizado: 25 Fevereiro 2016 | 12h 05

Corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Maria Thereza de Assis Moura, ficará responsável pelas quatro ações que podem gerar a impugnação da presidente e seu vice

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, decidiu reunir com uma única relatora as quatro ações que tramitam na Corte e podem gerar a impugnação de mandato da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer. Até hoje, um dos processos ficava sob relatoria do ministro Luiz Fux enquanto os demais eram conduzidos pela corregedora-geral da Justiça Eleitoral, Maria Thereza de Assis Moura.

 

Em despacho desta quinta-feira, 25, Toffoli encaminhou ao gabinete de Maria Thereza a representação que estava nas mãos de Fux. A remessa do caso à corregedora é justificada por Toffoli em razão da precedência na distribuição de processos. A primeira ação das quatro propostas pelo PSDB à Justiça Eleitoral que pede a investigação da campanha presidencial foi distribuída à corregedoria-geral eleitoral. Por essa razão, pelo entendimento do presidente da Corte, as demais devem permanecer com a ministra.

 

"(...) Fica ainda mais evidente a necessidade de se reunir os processos que tenham a mesma base fática sob a mesma relatoria. Conclui-se, portanto, que devido à precedência da AIJE (ação de investigação judicial eleitoral) na distribuição, a presente representação deve ser redistribuída à ministra Maria Thereza de Assis Moura, a fim de que as relações jurídicas discutidas em cada ação, no ponto em que se conectam, possam ser conduzidas pelo mesmo órgão julgador", escreveu o presidente do TSE.

 

A reunião dos casos com um só relator é bem vista entre a defesa da presidente Dilma Rousseff. À Justiça eleitoral, os advogados argumentam que há litispendência nos processos - ou seja, diferentes ações com mesmo questionamento. A defesa da petista pedia a reunião dos processos em um só, o que ainda não foi analisado pela Corte.

 

No início do mês, o próprio ministro Luiz Fux encaminhou o caso ao presidente do TSE para que Toffoli pudesse "dirimir a dúvida" sobre a distribuição do processo. Segundo informação prestada por Fux, os três fatos que deram ensejo à representação do PSDB encaminhada ao seu gabinete estão abrangidos em outras ações propostas.

 

O PSDB alega que houve realização de gastos de campanha acima do limite informado à Justiça, financiamento eleitoral por meio de doações provenientes de empreiteiras contratadas pela Petrobrás como parte da distribuição de propinas e falta de comprovação de parcela significativa das despesas de campanha. Os tucanos alegam que houve abuso de poder político e econômico na campanha eleitoral.

 

Em defesa protocolada na ação mais robusta que corre no TSE, os advogados da presidente acusam o PSDB, que propôs a ação, de uso político do Judiciário. Utilizam o termo "manejo temerário" da Justiça e alegam que a legenda recorre à Corte Eleitoral por inconformismo com o resultado das eleições. A defesa alega que os tucanos já tentaram, em três ocasiões frustradas, fazer "uso político da Justiça Eleitoral". "Inconformados com a derrota eleitoral imposta pelo voto popular e com a reeleição de Dilma e Temer, os autores buscam, em vão, a terceira tentativa de obter perante a Justiça Eleitoral aqueles inúmeros votos que não conseguiram nas urnas", escrevem os advogados.

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