Abatido, Renan abre sessão e insiste em ´consciência coletiva´

Presidente do Senado refere-se a pressões que sofre para renunciar, após denúncias

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 12h54

O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), abriu nesta quarta-feira, 20, sessão solene em homenagem ao 70 anos de atividades do Grupo Bandeirantes com expressão abatida. Durante a solenidade, Renan insistiu na afirmação de que é preciso "consciência coletiva, sob pena de ventos de preconceito e interesses velados", referência às pressões de que é alvo para renunciar ao cargo de presidente do Senado. As pressões são por conta da suspeita de que a pensão à uma filha sua teria sido paga por um lobista da empreiteira Mendes Júnior. O futuro político do presidente do Senado está em jogo no Conselho de Ética do Senado, que deve tomar nesta quarta-feira uma decisão sobre o processo em que o Psol o acusa de falta de decoro parlamentar. Renan fez um discurso em que destacou a importância da liberdade de imprensa na democracia e afirmou, várias vezes, que a liberdade de imprensa exige "equilíbrio, serenidade, ética e responsabilidade". Em aparente alusão ao noticiário da imprensa sobre a suspeitas que pesam em relação a ele, o senador acrescentou: "Sem responsabilidade, se abre espaço para pirotecnia e mazelas, cada vez mais banidas de sociedades evoluídas." Poucos parlamentares acompanharam a sessão solene.A maior parte dos senadores participa de reuniões em paralelo para definição de suas posições na reunião do Conselho de Ética, confirmada para as 13h30 desta quarta-feira.

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