Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

A trajetória de Graça e os escândalos na Petrobrás

Funcionária de carreira da estatal foi a primeira mulher a presidir a companhia e viu a empresa entrar na mira da PF na Lava Jato

O Estado de S. Paulo

03 Fevereiro 2015 | 17h56

Setembro de 2007

Diretoria: Funcionária de carreira da Petrobrás, Maria das Graças Foster se torna diretora de Gás e Energia - é a 1ª mulher a assumir cargo de diretoria na estatal.

 

Fevereiro de 2012

Presidência: Indicada pela presidente Dilma Rousseff, de quem é amiga, Graça assume a presidência da Petrobrás no lugar de José Sergio Gabrielli. Ela se torna a 1ª mulher a assumir o comando da maior empresa brasileira.

 

Abril de 2012

Substituições: Graça afasta os diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento), Renato Duque (Serviços) e Jorge Zelada.

 

Março de 2014

Pasadena: A presidente Dilma Rousseff diz ao Estado que só apoiou a compra da refinaria de Pasadena em 2006, como presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, porque recebeu parecer "falho" e "incompleto".

 

Operação Lava Jato

Em meio à crise envolvendo a Petrobrás após a revelação sobre Pasadena, a Polícia Federal prende Paulo Roberto Costa, suspeito de integrar esquema de corrupção na estatal - a PF passa a mirar em desvios na empresa.

 

Setembro de 2014

'Estancado':  Em entrevista ao Estado, a presidente Dilma Rousseff, na época candidata à reeleição, disse que não tinha “a menor ideia” de malfeitos na Petrobrás, admitiu a possibilidade de ter havido corrupção, mas garantiu não existir hoje mais “sangria” na estatal. “Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso te garantir que todas, vamos dizer assim, as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas”, disse Dilma na ocasião

 

Dezembro de 2014

Alertas: A pressão sobre Graça aumenta após a ex-gerente da Petrobrás Venina Velosa da Fonseca (foto) relatar que alertou o atual comando da estatal sobre irregularidades antes da Operação Lava Jato.

 

Janeiro de 2015

Balanço: A Petrobrás perde R$ 14 bilhões em valor de mercado, sendo duramente punida pelos investidores pelo fato de ter divulgado o balanço do terceiro trimestre sem incluir, como era esperado, as perdas relativas à corrupção que vem sendo investigada pela Operação Lava Jato. A queda no valor das ações superou s 10%.

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