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A portas fechadas, PP decide apoiar reeleição de Dilma

Daiene Cardoso - Agência Estado

25 Junho 2014 | 14h 53

Pouco horas depois de ouvir vaias de correligionários contrários à aliança, Executiva do partido oficializa em rápida reunião a aliança com PT

Atualizado às 15h10

Brasília - Enquanto os dissidentes protestavam e anunciavam a possibilidade de judicializar a convenção do PP, o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), reuniu a Comissão Executiva a portas fechadas em seu gabinete no Senado e sacramentou o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, 25. "Ficou definido o apoio à presidente. Dois diretórios apenas se rebelaram, são 27", anunciou Nogueira aos jornalistas.

Em um clima tenso em que parte dos convencionais pregou a aprovação de uma resolução de neutralidade para a sucessão presidencial, Nogueira colocou em votação uma resolução delegando à Executiva Nacional a decisão sobre a aliança na esfera nacional. Em meio a gritos, protestos acalorados e nervos exaltados, o senador declarou aprovada a resolução. Os dissidentes disseram que a decisão não tem legitimidade.

"As pessoas não querem ouvir a maioria e sempre ouvimos democraticamente a todos. São 27 diretórios e apenas dois se rebelaram de forma inadequada. A maioria quer o apoio à presidente. Já está sacramentado o apoio", afirmou Nogueira.

A senadora Ana Amélia, candidata ao governo do Rio Grande do Sul, foi uma das que liderou o movimento pela aprovação da neutralidade. Ela deixou o auditório Petrônio Portella, no Senado Federal, afirmando que o grupo vai estudar formas de impugnar a convenção. "A senadora Ana Amélia não é a única membro da convenção", reagiu o presidente do PP.

Nesta manhã, o PSD formalizou apoio à reeleição da presidente e, com a saída de César Borges do Ministério dos Transportes, integrantes da cúpula do PR também devem assegurar o apoio à petista - a mudança era uma exigência da sigla. Até o momento, além do PSD e do PT, confirmaram adesão à campanha de Dilma o PMDB, PDT e PROS. Com as alianças, a petista deve liderar o tempo de propaganda eleitoral na TV.