TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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A incógnita Alckmin

A hesitação manifestada por FHC sobre a viabilidade eleitoral do governador foi a tônica das conversas entre empresários, investidores, políticos e integrantes do governo federal que participaram da conferência internacional do BTG Pactual

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2018 | 03h00

Não é só Fernando Henrique Cardoso que manifesta dúvida, entre as forças do chamado centro liberal, quanto à possibilidade de Geraldo Alckmin se viabilizar como candidato capaz de unificar partidos e apoios nesse campo. A hesitação manifestada pelo ex-presidente em entrevista veiculada ontem foi a tônica das conversas entre empresários, investidores, políticos e integrantes do governo federal que participaram ontem do primeiro dia da conferência internacional do BTG Pactual.

No encontro — que ontem teve Jair Bolsonaro como entrevistado e hoje ouvirá Rodrigo Maia no encerramento —, o nome de Luciano Huck era mencionado como opção viável e palatável ao mercado. A fala de FHC, simpática ao apresentador por ser uma possibilidade de “arejar" a política, foi vista como um sinal de tibieza de Alckmin.

A análise partilhada por governadores, banqueiros e economistas é a de que Alckmin precisa se mostrar, antes de tudo, capaz de unificar seu partido e, principalmente, São Paulo. Para isso precisa encaminhar sua sucessão de forma a não dispersar os partidos que poderiam integrar sua aliança.

De concreto, as conversas na conferência convergiram para a necessidade de as forças ali presentes se articularem de maneira mais ativa para construir essa candidatura de “corte liberal-reformista”, na definição de um dos participantes.

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