'A gente é nossas circunstâncias' diz Dilma, no Nordeste

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, voltou a enfrentar o desafio de pré-candidata do governo à Presidência no mais tradicional reduto eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - o Nordeste. Integrante da comitiva presidencial que visita os canteiros das obras de transposição do Rio São Francisco, ela acompanhou Lula na manhã de hoje nos palanques e no encontro com trabalhadores do projeto.

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

15 Outubro 2009 | 14h33

De bom humor, ela disse que mantém a mesma disposição de trabalho nas reuniões em gabinetes de Brasília e nas visitas a projetos do governo pelo País. "A gente é as nossas circunstâncias", disse à Agência Estado, parafraseando o pensador espanhol Ortega y Gasset. "Se é para sair (do gabinete), eu saio. Se é para permanecer, eu permaneço."

Com cuidado para não ferir a legislação eleitoral, ela procurou responder a simpatizantes e repórteres que queriam saber sobre sua candidatura presidencial. Dilma observou que visita o Nordeste como gerente das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A ministra, no entanto, deixou claro que está "feliz" com a experiência de pré-candidata.

Sobre críticas da Igreja Católica e de ambientalistas à transposição do São Francisco, Dilma disse que o projeto prevê compensações ambientais e preocupações com a diversidade do Semi Árido. "Eu não vejo crítica da Igreja, mas de um bispo", disse, referindo-se ao bispo de Barra (BA), Luiz Flavio Cappio. E acrescentou: "Acho que é uma crítica infundada, de pessoas que não têm conhecimento do projeto. A transposição vai garantir água para uma grande área do Nordeste."

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