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'A bateria do PSDB em São Paulo acabou', diz Padilha

Gustavo Porto e Ricardo Galhardo - O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2014 | 16h 39

No primeiro dia de caravana pelo interior do Estado, pré-candidato do PT ao governo mirou suas críticas ao governador Geraldo Alckmin, mas evitou falar sobre Palocci em sua equipe

Ribeirão Preto - Quase no final do primeiro dia da caravana pelo Estado de São Paulo, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha ampliou as críticas ao PSDB, partido de seu possível adversário e atual governador Geraldo Alckmin. "Há um esgotamento e uma fragmentação muito nítida do governo Alckmin; a bateria do PSDB em São Paulo acabou", afirmou Padilha, em Ribeirão Preto (SP).

Padilha adotou um discurso municipalista e afirmou que a forma como o governo do Estado trata os prefeitos "é excludente" e pediu mais agilidade ao governo paulista. "O governo do Estado de São Paulo deveria ser mais ágil para ajudar a resolver nossos desafios", afirmou.

O ex-ministro sinalizou que o empresário Maurílio Biagi (PR) é o nome mais forte para ser um futuro candidato a vice-governador em uma chapa encabeçada com o PT. "O PT interessa em uma composição com perfil que amplie o diálogo com outros setores na composição da chapa. O Maurílio é uma grande liderança não só do setor sucroenergético e tem condições de assumir qualquer cargo".

Palocci. Padilha evitou comentar se o ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci, ex-prefeito da cidade paulista, participará da campanha eleitoral. "Há espaço para a participação de qualquer militante do PT, sobretudo os que foram ministros, que ampliam o diálogo", disse Padilha, sem sequer citar o nome de Palocci. "Todos aqueles que quiserem colaborar têm espaço garantido", completou.