André Dusek/Estadão
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Cunha diz que não vai impedir sessão de vetos como na semana passada

Na última quarta, o presidente da Câmara tentou forçar Renan Calheiros a incluir na pauta os vetos relacionados à reforma eleitoral

Carla Araújo e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 13h45

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reafirmou, nesta terça-feira, 6, que não fará manobras para impedir a sessão do Congresso que vai avaliar os vetos presidenciais. "Eu não vou fazer a mesma coisa que eu fiz na semana passada. Passado o objetivo da sexta-feira vai depender deles (parlamentares)", disse.

Na semana passada, Cunha tentou forçar o presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), a incluir na pauta os vetos relacionados à reforma eleitoral, que teriam que ser apreciados até a sexta-feira, 2, para que pudessem ter validade nas próximas eleições. Calheiros, no entanto, não atendeu ao pedido de Cunha, que então decidiu convocar seguidas sessões da Câmara e impediu a realização da sessão do Congresso.

Questionado se a sessão de hoje vai acontecer, Cunha disse que o principal risco é que não haja quórum. "Isso não depende de mim", disse.

Entre os vetos que faltam ser apreciados estão o que prevê o reajuste dos servidores do Poder Judiciário, que tem impacto, segundo dados do governo, de R$ 36,2 bilhões até 2019, e o que atrela o reajuste do salário mínimo a todos os benefícios do INSS, o que representa uma despesa extra de R$ 11 bilhões no mesmo período.

O governo mobiliza os aliados para tentar garantir quórum para votar os vetos. No momento, poucos parlamentares estão no Plenário. Tradicionalmente, deputados e senadores começam a chegar um pouco mais tarde na terça-feira a Brasília. A intenção de aliados é esticar a sessão do Congresso para apreciar os vetos, mesmo que ela vá até a noite. 

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