Terceira via, Rollemberg supera candidato de Arruda

Senador do PSB teve 55% dos votos, derrotando Jofran Frejat (PR), que assumiu a vaga no lugar de político ficha-suja

Fábio Fabrini e Renata Veríssimo, O Estado de S. Paulo

26 Outubro 2014 | 17h39

O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) foi eleito nesta domingo governador do Distrito Federal, com 55,56% dos votos válidos. Ele derrotou Jofran Frejat (PR), que assumiu a vaga de candidato 40 dias antes do segundo turno, após o ex-governador José Roberto Arruda (PR), condenado por envolvimento no chamado mensalão do DEM, ser barrado pela Lei da Ficha Limpa.

A apuração durou cerca de 40 minutos. Confirmado o resultado, o governador eleito, de 55 anos, comemorou ao lado da mãe e da esposa, classificando o desempenho como a vitória da “geração Brasília”, cidade que completou em abril 54 anos.

Rollemberg disse que sua primeira medida será “radicalizar na transparência”, divulgando dados de contratos públicos em painéis e abrindo à população consultas aos sistemas de execução do orçamento.

O senador fez campanha com a bandeira da nova política, numa aliança com partidos tradicionais, entre eles o PDT e o PSDB de Aécio Neves, que se juntou a ele na reta final. Apesar do desempenho urnas, o PT do atual governador, Agnelo Queiroz, derrotado no primeiro turno, e os grupos políticos de Arruda e do ex-governador Joaquim Roriz continuam fortes no Legislativo local. Por isso, Rollemberg assume com o desafio de construir uma base aliada mais ampla, já que sua coligação elegeu apenas quatro dos 24 deputados distritais.

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O senador adiantou que iniciará logo tratativas com os partidos para montar sua equipe de governo. Questionado ontem, ele não quis adiantar nenhum nome para seu secretariado, tampouco se há a possibilidade de alguma aproximação com o PT de Agnelo.

Segundo aliados, Rollemberg admitirá indicações partidárias para seu primeiro escalão, desde que os nomes tenham também perfil técnico. “Não vamos aparelhar o governo. Vamos fazer um governo com metas e resultados, com pessoas qualificadas”, disse Rollemberg.

No horizonte, há também limitações financeiras. O déficit já assumido pelo atual governo é de R$ 2,1 bilhões. “A situação do DF é realmente muito difícil. Vamos estudar na transição quais serão as medidas que nos permitirão equilibrar financeiramente o DF”, disse o governador eleito. 

 

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