Marcelo Camargo/Agência Estado
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Tasso Jereissati diz que PT e PDT estão sendo excluídos em todo o País

Senador tucano apoia o candidato Capitão Wagner (PR) no segundo turno das eleições em Fortaleza

Carmen Pompeu, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

30 Outubro 2016 | 17h33

FORTALEZA - Um dos principais apoiadores do candidato Capitão Wagner (PR), em Fortaleza, o senador Tasso Jereissati (PSDB) votou no início da tarde deste domingo, 30, na Faculdade Farias Brito. O parlamentar estava acompanhado da esposa, Renata, e de um assessor. Ele evitou polemizar com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pelo qual foi acusado de usar a eleição para desgastar uma possível candidatura do pedetista à presidência do País em 2018.  

O tucano, contudo, alfinetou o partido do adversário. "Esse bloco PT e PDT está sendo excluído no Brasil inteiro pela enorme decepção, pelos estragos que fizeram, pela incompetência e pela visão equivocada. Chegou a hora do Ceará também encontrar o seu novo rumo. O Ceará está parado, há muito tempo parado", criticou.

Além disso,  Jereissati avalia a disputa em Fortaleza como "bem apertada", mas minimizou dizendo ser um processo natural, parte da democracia, e que, depois das eleições, esses acirramentos irão passar. "Sempre tive como norma me preocupar com a minha vida. Eu tenho rumo. Tenho pensamento e sempre fui o mesmo. Nunca mudei, sempre do mesmo lado, e é desse lado que continuo até hoje", afirmou. Ao justificar seu apoio ao candidato Capitão Wagner, disse tratar-se de um novo quadro e que é importante haver renovação na política brasileira.

O tucano afirmou ter expectativa de mudança "Eu acredito que, hoje, para a política de Fortaleza, para a política nacional, é preciso renovação. Todos os dados aí mostram que está na hora de renovação, de mudança de hábitos políticos, de comportamento na política. É isso que a população brasileira quer, e é isso que eu estou apoiando", disse o senador.

PSDB. "Fortaleza está precisando de grandes mudanças. Está precisando de qualidade de vida melhor para a sua população. A questão da segurança hoje é fundamental. Ninguém se sente seguro aqui. Deixou de ser aquela cidade gostosa que nós todos amávamos, e continuamos amando, mas não é aquela cidade gostosa. Temos problemas no atendimento a saúde seríssimos. Acredito que o Capitão Wagner tenha todas as condições de fazer uma mudança importante", defendeu.

De acordo com o tucano, a disputa na capital cearense é um exemplo do que ocorre no País. "Você tem uma distinção hoje que está bem nítida no Brasil inteiro. Dois espectros ideológicos bem claros, com nuances diferentes, com atitudes diferentes", afirmou.

"Tem dois espaços. Um é o espaço que apoiou a Dilma, que não respeita a inciativa privada, que vê a iniciativa privada como um mal necessário, acha que o Estado é que faz tudo, que o Estado deve estar presente em tudo, porque é ele que faz o crescimento econômico, tem uma visão mais intervencionista. E o outro (espectro) que tem a visão de que o Estado é importantíssimo para corrigir os desequilíbrios, mas vê a iniciativa privada como o grande motor dos investimentos. São dois espectros. Um é onde estamos nós e o outro é onde estão o PT e o PDT", sustentou.

Para Jereissati, qualquer que seja o resultado, pelo que indicam as pesquisas, o PSDB volta a ocupar um espaço importante no Estado. "(O PSDB) É o partido mais importante na história do Ceará. Fez as maiores transformações. Os administradores que estão aí até hoje foram formados na escola do PSDB de gestão pública. E ele volta a tomar o seu espaço depois de ter sido vítima de um processo de quase de dizimação", comentou.

Ele acredita, ainda, que o contexto da corrida presidencial em 2018 já será diferente, em parte por causa da Operação Lava Jato. "Sem dúvida nenhuma, na próxima eleição, nós já vamos entrar com novos valores e visões", destacou o senador, que analisa o atual momento do País como "o fim de um ciclo".

"Há descrença total da classe política, há descrença total, e até perigosa nas instituições, que muitas vezes entram em choque desnecessários. E essa fase tem que mudar. Acho que temos de recomeçar, mudar esse ciclo. E ir para 2018 numa fase nova das instituições democráticas no Brasil", defendeu. Perguntado se seria candidato a presidente em 2018, lembrou que ainda tem um mandato para concluir no Senado. "Não sei se feliz ou infelizmente, mas eu tenho ainda mais seis anos", afirmou. 

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