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Site barrado do PSDB estava em nome de assessor do governo de SP

Funcionário da Casa Civil do Estado confirmou ter criado site geraldoalckmin.com.br; sigla nega ter utilizado servidor

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Ricardo Chapola e Valmar Hupsel Filho,
O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 23h06

São Paulo - A Justiça Eleitoral determinou nesta quinta-feira, 2, em caráter liminar, que o PSDB retire do ar o site geraldoalckmin.com.br e um vídeo publicado no YouTube com o jingle oficial da convenção que lançou a candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à reeleição.

A decisão, em resposta a representação aberta pelo PT no Ministério Público Eleitoral, sustenta que há “propaganda eleitoral extemporânea” (antecipada) nos conteúdos divulgados na rede.

O site, que estava desativado desde segunda-feira, foi criado em nome de Thierry Montenegro Besse, assessor técnico da Casa Civil, segundo consta do Portal da Transparência do governo estadual. Besse confirmou ao Estado ter criado a página e disse que “emprestou” seu nome ao partido por já ser prática adotada pela sigla. “O partido contrata muitas agências, cada uma com um CNPJ diferente. Para facilitar, eu uso o meu”, disse.

O PSDB negou que a página tenha sido registrada em nome de Besse. Em nota, diz que o site foi criado no nome do “presidente do diretório do PSDB do Jardim Paulista”. “A página foi criada para ser usada somente no dia da convenção para o cadastramento dos convencionais e foi tirada do ar na segunda-feira.”

A decisão da Justiça, assinada pela juíza Claudia Fanucchi, exige que o PSDB retire do ar jingle da convenção que lançou a candidatura de Alckmin publicado no YouTube. O vídeo foi desativado nesta à noite.

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