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Se apoiar o PT, eu sou um maluco, diz Skaf no interior de SP

Rene Moreira, especial para O Estado - O Estado de S. Paulo

26 Julho 2014 | 12h 59

Candidato do PMDB ao governo paulista se nega a falar o nome de Dilma durante visita a Franca e Kassab sugere que ele pare de falar sobre apoiar a campanha da reeleição da presidente

René Moreira/Estadão
Segundo ele, o PT tem candidato a governador e é tão adversário quanto o PSDB

Franca - O candidato do PMDB ao governo de São Paulo, o empresário Paulo Skaf, se viu numa situação complicada neste sábado, 26, ao ser questionado sobre a relação de sua campanha com o PT, aliado de seu partido em nível nacional. O peemedebista se nega a apoiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT) à presidência, mas tenta evitar atrito porque acredita que fará o segundo turno contra Geraldo Alckmin (PSDB) e precisará dos votos dos petistas.

Questionado pelo Estado sobre como lidaria com situações como as mensagens que têm sido postadas em suas páginas nas redes sociais pedindo distância dos petistas, Skaf disparou: "Eu não preciso lidar com a situação, porque, se apoiar o PT, eu sou um maluco", disse durante entrevista concedida em um  hotel da cidade de Franca, onde estava prevista uma caminhada pela região central, cancelada em razão das chuvas. Segundo ele, o partido tem candidato a governador e é tão adversário quanto o PSDB. "A posição da nossa coligação é vencer o PT e o PSDB. Então, pode estar tranquilo que o apoio ao PT eu não darei", afirmou.

O candidato repetiu que está descartada a possibilidade de abrir palanque para a presidente. "O palanque natural da presidente Dilma é o palanque do PT, o partido dela. O eleitor não entende o que é palanque duplo". E completou: "Entendo assim, muito claramente, o PT é um adversário nosso assim como o PSDB. Em relação a palanque duplo, isso confunde o eleitor."

Ao ser indagado que, se apoia mesmo a Dilma, por que evita falar o nome dela, Skaf começou a se irritar. "Eu já falei da nossa posição hoje aqui em São Paulo. O nome da Dilma fala a Dilma...”, alegou. "Entenda a nossa posição- em São Paulo nós somos adversários, então esta é a situação, e eu estou concentrado na nossa eleição", complementou.

Saia justa. A discussão política sobrou até para o candidato ao Senado na chapa do PMDB, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), que acompanhava Skaf na visita à região. Durante a entrevista aos jornalistas, uma repórter argumentou que fora o próprio Kassab quem teria dito que o peemedebista apoia a Dilma. "Eu disse que o candidato Paulo Skaf, com a inteligência que tem, vai encontrar ao longo da campanha o ponto de equilíbrio, porque ele tem adversário em São Paulo que é o PT. Portanto, ele é candidato a governador e o PT é adversário dele", interveio.

O candidato do PSD disse entender o interesse da imprensa em abordar uma situação delicada como esta. Em seguida sugeriu ao colega ao lado: "Se eu fosse o candidato Paulo Skaf eu não me manifestaria sobre esse tema, que é polêmico, até porque o PT é adversário dele, então eu não me manifestaria até o momento em que possa encontrar um ponto de equilíbrio que seja compreensível...".

Skaf, por sua vez, acatou a sugestão e pediu para um assessor ao lado acabar com a entrevista. Antes, porém, explicou que não quer polêmica com o PT. "Neste momento vocês sabem muito bem que há uma probabilidade maior de irmos para o segundo turno contra o PSDB. Então, nesse primeiro momento, o adversário é o próprio PT. Primeiro né, para viabilizar o segundo turno... Já tem polêmica demais, não serei eu que irei aumentar isso...", finalizou.

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